- Painel “IA na Indústria Criativa” no SPIW discutiu impactos da IA na criatividade e a importância da curadoria humana.
- O debate reuniu Ana Freitas, Paulo Aguiar e Rodrigo Rios, mediado por Bruno D’Angelo.
- Ana Freitas destacou que a IA é ferramenta; sem a intervenção humana as aplicações não avançam no cotidiano.
- Paulo Aguiar disse que a criação criativa não precisa ser rápida apenas por causa da tecnologia, reforçando que a IA é alimento processado e o humano é essencial.
- O assunto também tratou de como as futuras gerações vão avaliar conteúdos gerados pela IA, além de alertar sobre FOMO e a necessidade de uso com significado.
O painel IA na Indústria Criativa, realizado durante o São Paulo Innovation Week (SPIW), discutiu até onde a Inteligência Artificial pode impactar a criação e por que o toque humano continua essencial. O debate reuniu profissionais de design, comunicação, educação e produção de conteúdo.
Moderado por Bruno D’Angelo, CEO da WIP, o diálogo contou com Ana Freitas, diretora do Anacron.ia; Paulo Aguiar, cofundador do CR_IA; e Rodrigo Rios, professor da CESAR School. O objetivo foi debater limites, oportunidades e a relação entre automação e curadoria humana.
A curiosidade central foi se a IA pode substituir a criatividade ou apenas potencializá-la. Freitas ressaltou que ferramentas tecnológicas ampliam tarefas diárias, mas quem resolve problemas ainda é o ser humano. A ideia é aproximar a IA do cotidiano, não apenas do discurso corporativo.
Paulo Aguiar destacou que velocidade não deve ser a meta da produção criativa. A tecnologia é uma ferramenta que precisa do olhar humano para gerar resultados significativos. Ele comparou IA a alimento processado versus alimento orgânico, enfatizando a importância da contribuição humana.
Rodrigo Rios reforçou que criar com IA exige mais que digitar prompts. É necessário inserir referências e direcionar os resultados para evitar o espaço latente sem rumo. A curadoria humana é vista como componente essencial da criatividade.
Ao final, Freitas ponderou sobre como as futuras gerações vão avaliar o que a IA entrega. Questionou se quem não domina a escrita terá condições de julgar a qualidade dos textos gerados. A discussão também abriu espaço para regulação e formação crítica.
Aguiar orientou o público a evitar o FOMO causado pela tecnologia. Perguntas-chave devem ser: para que usar IA e como ela agrega significado ao dia a dia, sem pressa por adoção indiscriminada. A mensagem central é que a inovação depende do uso consciente.
Rios encerrou destacando a preparação de alunos que usarão IA como ferramenta, não como muleta. Ele orienta ensino com prática responsável, para evitar dependência excessiva e manter o aprendizado sólido.
O SPIW 2026 acontece em São Paulo, reunindo empresas, startups, centros de pesquisa e governos para debater tecnologia, ciência, educação, saúde e finanças. O evento prossegue ao longo desta semana na capital paulista.
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