- O CIEX aumentou a atenção para a possível consolidação de um El Niño de intensidade muito forte no segundo semestre de 2026, com aquecimento no Pacífico Equatorial.
- O principal fator é uma Onda de Kelvin oceânica de fase quente, que transporta calor do oeste para o leste; perto do Peru e Equador já há anomalias próximas de +1°C.
- A temperatura média na região Niño 3.4 chegou a 28,74°C, com anomalia de +0,88°C em relação à média histórica; o El Niño ainda não foi oficialmente confirmado pela NOAA.
- Modelos internacionais indicam aquecimento acima de +2°C entre o fim do inverno e o começo da primavera austral, aumentando a possibilidade de um evento de grande intensidade.
- No Rio Grande do Sul, há previsão de chuvas acima da média entre setembro e novembro; autoridades devem intensificar ações preventivas e revisar planos de contingência devido ao risco de enchentes e temporais.
O Centro Interinstitucional de Observação e Previsão de Eventos Extremos (CIEX) elevou a atenção para a possível consolidação de um El Niño de intensidade muito forte no 2º semestre de 2026. A terceira nota técnica aponta aquecimento das águas do Pacífico Equatorial.
Especialistas ressaltam que o El Niño ainda não foi oficializado pela NOAA, que exige temperatura na região Niño 3.4 acima de +0,5°C por pelo menos três meses, além de alterações atmosféricas consistentes. Mesmo assim, os dados já geram preocupação.
Em 9 de maio, a temperatura média da área monitorada foi de 28,74°C, com anomalia de +0,88°C frente à média histórica. O principal fator é a Onda de Kelvin em fase quente, que transporta calor de oeste para leste no Pacífico.
Anomalias próximas a +1°C foram observadas perto de Peru e Equador. Modelos internacionais indicam aquecimento superior a +2°C entre o fim do inverno e a primavera austral, aumentando a probabilidade de evento de grande intensidade.
Impactos no Rio Grande do Sul
No Rio Grande do Sul, ainda não há previsões precisas de impactos, mas modelos sazonais apontam chuva acima da média entre setembro e novembro. Fenômenos extremos dependem de fatores atmosféricos e oceânicos combinados.
O CIEX orienta que a Defesa Civil e gestores públicos iniciem ações preventivas e revisem planos de contingência. Episódios moderados já podem favorecer precipitações elevadas na região Sul do Brasil.
Em nota, o órgão destacou a necessidade de monitoramento contínuo e ajustes nas autoridades locais, conforme novas informações de observação e de modelos climáticos.
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