- Estudo publicado na revista Ecology and Evolution relata episódios em que peixes rêmora entram na cloaca de arraias-manta para se esconder, fenômeno descrito como “mergulho cloacal”.
- Registros foram coletados entre 2010 e 2025 pela Marine Megafauna Foundation e pela Manta Trust em Maldives, Moçambique e próximos da Flórida, totalizando sete episódios envolvendo três espécies de arraias-manta.
- Pesquisadores descrevem que as rêmoras ocupam praticamente toda a abertura da cloaca, com imagens mostrando apenas a cauda fora do corpo e possíveis lesões nas guelras associadas à presença dos peixes.
- A hipótese principal sugere uso da cloaca como esconderijo em momentos de ameaça, após análise de vídeos de mergulhadores e de observações de campo.
- Ainda não há medida precisa dos danos, mas a prática é considerada uma possível ameaça à saúde e à reprodução das arraias-manta.
As rêmoras, peixes que costumam acompanhar animais maiores, foram observadas entrando na cloaca de arraias-manta para se esconder. O comportamento, descrito como mergulho cloacal, foi registrado em registros de campo entre 2010 e 2025.
Pesquisadores analisaram dados coletados pela Marine Megafauna Foundation e pela Manta Trust em Maldives, Moçambique e áreas próximas à Flórida._sete episódios_ envolvendo três espécies de arraias-manta foram documentados.
Descoberta do comportamento
Os cientistas descrevem que as rêmoras ocupam quase toda a abertura cloacal, com imagens que mostram apenas a cauda fora do corpo da arraia. Observações sugerem lesões nas guelras associadas à presença dos peixes.
A hipótese central é que o esconderijo por dentro da cloaca sirva de proteção em momentos de ameaça. Em um vídeo, um mergulhador se aproxima e dois peixes respondem com deslocamento rápido.
A equipe ressalta que ainda não há medições precisas dos danos, mas a presença de rêmoras nesse ponto sensível levanta dúvidas sobre possíveis efeitos na saúde da manta.
Implicações e próximos passos
Especialistas destacam a necessidade de estudos adicionais para avaliar impactos na reprodução e no bem-estar das arraias-manta. Dados de longo prazo podem esclarecer efeitos em populações.
Conservacionistas alertam para importância de monitorar esse comportamento incomum, que pode indicar estratégias de fuga ou estresse. A ciência continua acompanhando novas ocorrências pelo mundo.
Fontes e contexto
O estudo foi divulgado pela Ecology and Evolution e ganhou cobertura da Smithsonian Magazine. As informações são baseadas em registros de campo e análises de vídeo disponibilizados por equipes de pesquisa.
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