- Hyundai XCIENT Fuel Cell já rodou 8 milhões de quilômetros comerciais na Suíça sem gastar diesel.
- Caminhão de 19 toneladas usa hidrogênio comprimido para gerar energia a bordo, com água como único subproduto.
- Autonomia real superior a 400 quilômetros por carga e abastecimento completo em menos de 20 minutos.
- Modelo pay-per-use, em parceria com H2 Energy, permite uso sem investimento na frota, com hidrogênio verde como combustível.
- Operação na Suíça envolve 47 unidades e levou a uma redução de cerca de 6.500 toneladas de CO₂.
O primeiro caminhão a hidrogênio produzido em massa, Hyundai XCIENT Fuel Cell, já percorreu 8 milhões de quilômetros comerciais na Suíça sem usar diesel. O veículo de 19 toneladas circula com o silêncio de um elétrico e apenas vapor de água pelo escapamento. A marca confirma a viabilidade comercial do hidrogênio verde.
O projeto envolve a Hyundai Motor Company e a fornecedora H2 Energy, operando sob um modelo pay-per-use. Empresas de logística pagam apenas pelo uso efetivo, sem necessidade de investir na compra da frota ou de infraestrutura de hidrogênio. A operação na Suíça já mobilizou 47 unidades.
Como funciona a tecnologia de célula de combustível
Caminhões movidos a hidrogênio comprimido geram energia a bordo por meio de células de combustível. A reação com oxigênio produz eletricidade e água como subproduto, eliminando a dependência de recargas longas. O abastecimento é rápido, similar ao diesel, mantendo a capacidade de carga.
Autonomia real superior a 400 km por tanque e abastecimento completo em menos de 20 minutos são as principais vantagens técnicas, segundo a operação europeia. O sistema mantém desempenho estável em condições de frio extremo, com menos fadiga do motorista pelo silêncio do uso.
Modelo de negócio e impactos logísticos
A parceria com a H2 Energy viabiliza uso econômico para transportadoras de médio porte, eliminando grandes financiamentos iniciais. O hidrogênio verde é fornecido dentro de um ecossistema que prioriza energia renovável e redução de emissões.
A operação suíça registra 8 milhões de quilômetros, redução de CO2 de 6,5 mil toneladas e uma frota de 47 caminhões, apontando para durabilidade e viabilidade econômica em escala real.
Desafios e perspectivas globais
A infraestrutura de abastecimento ainda é desigual globalmente, o que dificulta a adoção ampla. A IEA aponta investimentos massivos em eletrolisadores e energia limpa para viabilizar produção industrial de hidrogênio verde.
O custo do quilo de hidrogênio verde compete com o diesel subsidiado, exigindo incentivos governamentais em alguns mercados. Ainda assim, o avanço na produção do XCIENT pode reduzir custos e ampliar a viabilidade fora da Europa.
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