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Hidrogênio verde cresce em nicho, diz CEO da Thyssenkrupp

CEO da Thyssenkrupp afirma que hidrogênio verde é nicho; saída depende de políticas públicas, financiamento, regulamentação de mercado e cadeia produtiva para emissão zero

Paulo Alvarenga, CEO da Thyssenkrupp, no painel Novas Tecnologias para a Transição Energética: promessas e realidades
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  • O CEO da Thyssenkrupp, Paulo Alvarenga, afirma que o hidrogênio verde é uma solução de nicho e não entrará de forma avassaladora; metas de emissão zero exigem políticas, financiamento, regulamentação de mercado, mitigação de riscos e precificação de carbono.
  • O comentário foi feito no painel Novas Tecnologias para a Transição Energética, durante o São Paulo Innovation Week, realizado na Mercado Livre Arena Pacaembu, em 14 de maio.
  • Segundo Alvarenga, a mudança na energia não é econômica, mas ambiental, e por isso não há adoção automática; é preciso estimular demanda para reduzir o custo.
  • Desafios apontados incluem armazenamento de energia para lidar com geração solar e eólica intermitente e necessidade de uma cadeia produtiva completa, com minerais críticos.
  • A Baterias Moura (Moura) expandiu atuação para soluções de armazenamento de energia com o Moura BESS, conectando-se a parcerias globais e atendendo desde carros até barcos.

O hidrogênio verde não chegou de forma avassaladora aos setores industriais, segundo o CEO da Thyssenkrupp, Paulo Alvarenga. Ele afirmou que a tecnologia é excelente, porém de nicho, e que metas de emissão zero exigirão soluções em grande escala. A fala ocorreu durante o painel Promessas e Realidades da Transição Energética, no São Paulo Innovation Week.

Alvarenga argumentou que a mudança na matriz energética não é puramente econômica quando envolve o hidrogênio verde, mas ambiental. Para acelerar o ritmo, é necessário incentivar compras, financiar setores como siderurgia e fertilizantes, além de regulamentação, precificação de carbono e desenvolvimento de uma cadeia produtiva com minerais críticos.

A conferência aconteceu na Mercado Livre Arena, em Pacaembu, na quinta-feira, 14. O objetivo foi discutir gargalos da transição energética, incluindo armazenamento de energia excedente gerada por fontes intermitentes, como solar. Representantes destacaram que o desafio ainda é técnico e econômico.

Desafios e políticas públicas

A experiência de mercado aponta que a energia solar e a eólica geram excedentes em horários específicos, exigindo armazenamento. O sistema atual no Brasil ainda depende de mais hidroelétricas para manter a estabilidade, segundo especialistas presentes. A necessidade é de soluções que permitam armazenar energia para uso noturno.

Segundo o professor Paulo Freitas, da Áxia, a solução envolve baterias e sistemas de armazenamento para equilibrar redes. Ele destacou que a capacidade de armazenamento na prática já é tão relevante quanto a da geração instalada, cerca de 44 gigawatts, e isso impacta o custo nos picos de demanda.

Freitas também ressaltou a importância de flexibilidade na matriz, com armazenamento ou usinas despacháveis que respondam rapidamente à demanda. O cenário atual é considerado desafiador, mas aponta para inovação e busca de novas soluções em todo o mundo.

Atuação brasileira em baterias e armazenamento

A Moura Baterias, empresa pernambucana com 70 anos, expandiu atuação para além de baterias automotivas, incluindo armazenamento de energia. O diretor Thiago Mello indicou parcerias tecnológicas globais e presença em mercados como EUA, Europa, Ásia e América do Sul.

Mello apresentou o Moura BESS, sistema de armazenamento inteligente com baterias de lítio, há mais de dez anos no portfólio. A solução integra geração solar ou eólica para reduzir gargalos de transmissão e atender diferentes setores. A empresa enfatiza a visão de energia mais limpa e silenciosa.

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