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Mobilidade inteligente depende mais da integração que da tecnologia

Especialistas dizem que mobilidade depende da integração entre serviços, dados e infraestrutura, não apenas de tecnologia, defendendo sandboxes regulatórios

Painel sobre mobilidade, tecnologia e cidades inteligentes no São Paulo Innovation Week
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  • Painel Mobilidade, Tecnologia e Cidades Inteligentes do São Paulo Innovation Week aponta que integração de serviços, dados e infraestrutura é mais importante que a tecnologia isoladamente para melhorar o dia a dia.
  • Especialistas defendem modelos regulatórios mais flexíveis, incluindo sandboxes regulatórios para testar soluções entre setor público e privado.
  • Curitiba é citada como referência, com o hipervisor urbano que agrega dados de diversas áreas da gestão pública em tempo real.
  • O desafio da mobilidade é orquestrar deslocamentos entre modais, não apenas investir em tecnologia ou infraestrutura.
  • O São Paulo Innovation Week é realizado pelo Estadão em parceria com a Base Eventos, com programação gratuita e início hoje, seguindo para os CEUs neste fim de semana.

Representantes do setor privado e da engenharia destacaram que a mobilidade inteligente depende mais da integração de serviços, dados e infraestrutura do que de tecnologia isolada. A ideia foi ventilada no painel Mobilidade, Tecnologia e Cidades Inteligentes, durante o São Paulo Innovation Week, na FAAP, nesta sexta-feira, 15.

Os participantes defenderam que a inovação precisa ser pensada a partir da experiência do cidadão. Um modelo regulatório mais flexível foi citado como essencial, com a sugestão de sandbox regulatório para testar soluções entre empresas e poder público.

Mudanças para além da tecnologia

Camilo Adas, especialista em engenharia da mobilidade, afirmou que a curva de inovação supera a velocidade da regulação e reforçou a necessidade de incorporar o usuário nos processos. Francielle Saviski, do Instituto das Cidades Inteligentes, citou Curitiba como referência, descrevendo o hipervisor urbano que integra dados de várias áreas da administração pública em tempo real.

Saviski destacou que, apesar de avanços no transporte público, a conexão entre modais ainda é um desafio. O futuro da mobilidade, segundo ela, envolve orquestrar deslocamentos, não apenas investir em tecnologia ou infraestrutura.

Visão centrada no cidadão

Adas reiterou que o foco deve ser o ser humano na decisão sobre cidades. A apresentação ressaltou a importância de reavaliar o desenho urbano para incorporar as necessidades dos moradores, especialmente em áreas periféricas.

Quem participou do debate incluiu representantes da iniciativa privada e da engenharia, com experiência em planejamento urbano e gestão de dados. A discussão integrou conceitos de dados abertos, integração de sistemas e infraestrutura para facilitar deslocamentos.

Programação e continuidade

O São Paulo Innovation Week, promovido pelo Estadão em parceria com a Base Eventos, encerra a programação na FAAP e no Pacaembu nesta sexta-feira e segue para quatro CEUs no fim de semana. O acesso ocorre por ordem de chegada, sem necessidade de inscrição prévia.

A agenda gratuita traz debates e experiências imersivas com nomes como Marcelo Gleiser, Maria Homem e Ivair Gontijo, ampliando o debate sobre inovação, micromobilidade e transição energética nas periferias da cidade.

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