- Estudo da Universidade de Southampton, publicado na The Lancet Psychiatry, mapeou o ponto ideal de dose para cinco medicamentos usados no TDAH, com base em 113 ensaios e mais de 25 mil participantes.
- A conclusão principal é que aumentar a dose além do máximo licenciado não traz ganho significativo de eficácia e eleva o risco de efeitos colaterais.
- Doses muito baixas costumam não controlar os sintomas, prejudicando a adesão ao tratamento, e há variação conforme medicamento e faixa etária.
- O resultado rompe o mito de que “mais dose é melhor” e reforça a importância do equilíbrio entre benefício e efeitos adversos.
- O estudo também desenvolveu uma ferramenta online para apoiar decisão compartilhada entre médicos e pacientes.
Um estudo amplo publicado pela revista The Lancet Psychiatry aponta a dose ideal para o tratamento do TDAH, abrangendo os cinco medicamentos mais usados. A pesquisa mostra o que pode ser considerado o “sweet spot” entre eficácia e tolerabilidade.
Conduzido pela Universidade de Southampton, o trabalho analisou dados de 113 ensaios clínicos com mais de 25 mil participantes. A conclusão principal é que elevar a dose além do limite máximo autorizado não aumenta a eficácia na maioria dos casos e aumenta o risco de efeitos colaterais.
A meta-análise utilizada permitiu estimar como diferentes faixas de dose afetam a redução de sintomas e a aceitação pelo organismo. Os resultados indicam variações conforme medicamento e faixa etária, mas ressaltam que doses muito baixas comprometem a melhora e a adesão ao tratamento.
Os autores destacam que ultrapassar a dose recomendada não gera ganhos proporcionais em foco ou redução da hiperatividade para a população em geral. O estudo reforça a importância da individualização do tratamento e da orientação médica ao ajustar medicações.
Como iniciativa prática, o projeto incluiu o desenvolvimento de uma ferramenta online destinada a apoiar decisões de dosagem, fortalecendo a decisão compartilhada entre médicos e pacientes.
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