Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Perseverance mostra paisagem antiga de Marte em selfie na Cratera Jezero

Selfie de Perseverance na borda oeste de Jezero revela rochas de até quatro bilhões de anos e indícios da crosta primitiva marciana

Perseverance registra selfie inédita próximo à formação Arethusa durante exploração extrema na Cratera Jezero. (Imagem: NASA / JPL-Caltech / MSSS)
0:00
Carregando...
0:00
  • O rover Perseverance, da NASA, registrou uma selfie na borda oeste da Cratera Jezero, montada a partir de 61 imagens, o registro mais distante feito desde o pouso em dois mil e vinte e um.
  • O local abriga rochas possivelmente formadas há cerca de quatro bilhões de anos, além de estruturas associadas a impactos de meteoritos e indícios de atividade vulcânica antiga.
  • Análises indicam presença de minerais ígneos, sugerindo que as rochas podem ser mais antigas que a própria cratera Jezero e envolvem a crosta profunda marciana.
  • Imagens panorâmicas da câmera Mastcam-Z mostram terrenos variados, incluindo megabrechas, grandes fragmentos rochosos originados de impactos gigantescos.
  • A missão segue na Campanha da Orla Norte, com o rover já percorrendo quase quarenta e dois quilômetros e coletando dezenas de amostras para possível retorno à Terra, buscando entender a história da habitabilidade de Marte.

O rover Perseverance, da NASA, registrou uma nova selfie na borda oeste da Cratera Jezero, em Marte. A imagem montada a partir de 61 frames mostra rochas antigas, estruturas vulcânicas e impressões de impactos que ajudam a entender o passado do planeta.

A foto marca o ponto mais distante já alcançado pelo veículo desde o pouso, em 2021. O local analisado pode abrigar algumas das rochas mais antigas estudadas por uma missão robótica marciana.

Arethusa e as primeiras descobertas

O percurso ocorreu na Campanha da Orla Norte, na região chamada Arethusa. O Perseverance usou a ferramenta de abrasão para abrir a rocha e examinar seu interior, revelando minerais ígneos formados pelo resfriamento do magma.

As análises indicaram minerais ígneos que sugerem origens em crosta profunda, possivelmente mais antigas que a própria Jezero. Observações reforçam a hipótese de magma antigo associado a processos vulcânicos.

Panorama e desdobramentos científicos

Imagens panorâmicas com Mastcam-Z mostram terrenos variados, incluindo megabrechas, grandes fragmentos de rocha lançados por impactos cósmicos de bilhões de anos atrás. Esses dados ajudam a mapear a história geológica da região.

Cientistas avaliam se as rochas podem esclarecer a evolução geológica de Marte, a possível existência de antigos oceanos de magma e a presença passada de água líquida. O estudo também aborda as condições de habitabilidade primitiva.

Importância da missão e próximos passos

Após mais de cinco anos, o Perseverance já percorreu quase 42 quilômetros em Marte e coletou dezenas de amostras de rochas para futura análise na Terra. O veículo continua operando, avançando para novas áreas científicas da missão.

A equipe mantém o foco em entender a história da crosta marciana e os processos que moldaram o ambiente habitável do planeta vermelho, com dados que devem contribuir para pesquisas futuras.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais