- Universidade de Reading realizou estudo publicado na Biology Letters, analisando mais de setecentos e cinquenta espécies de cactos.
- O principal motor da especiação não é o tamanho das flores, e sim a velocidade com que as flores mudam ao longo do tempo evolutivo.
- Os cactos evoluem rapidamente, surgindo muitas espécies nas Américas nos últimos vinte a trinta e cinco milhões de anos, totalizando cerca de 1.850 espécies conhecidas.
- Os desertos aparecem como ambientes dinâmicos, e os pesquisadores criaram o banco de dados CactEcoDB para mapear habitats, características e relações evolutivas.
- Mesmo com alta capacidade evolutiva, muitas espécies estão ameaçadas por perda de habitat, mudanças climáticas e coleta ilegal, o que sugere usar o ritmo evolutivo como critério de conservação.
Cientistas da Universidade de Reading revelaram que os cactos evoluem mais rapidamente do que se pensava. O estudo, publicado na Biology Letters, analisou mais de 750 espécies para entender os fatores da diversificação evolutiva.
A pesquisa aponta que a velocidade das mudanças nas flores, e não o tamanho das flores, é o principal motor da especiação. Ou seja, a transformação rápida das flores impulsiona novas espécies.
Entre os dados, flores com tamanhos variados, de 2 milímetros a 37 centímetros, foram comparadas. O que mais influenciou foi a rapidez com que as flores mudavam ao longo do tempo evolutivo.
A conclusão indica que a adaptação rápida pode ser mais importante que traços fixos. Desertos aparecem como ambientes dinâmicos, favoráveis à evolução acelerada das plantas.
O estudo também reforça a visão de que menos estaticidade e mais fluxo evolutivo podem moldar a diversidade. Hoje existem cerca de 1.850 espécies de cactos conhecidas, principalmente nas Américas.
Foi criado o banco de dados CactEcoDB, reunindo habitats, características e relações evolutivas. O material deve ajudar previsões sobre respostas a mudanças climáticas.
Mesmo com ritmo evolutivo acelerado, muitos cactos continuam ameaçados. Destruição de habitats, mudanças climáticas e coleta ilegal colocam quase um terço das espécies em risco.
Os pesquisadores sugerem que o ritmo evolutivo seja considerado em estratégias de conservação. A descoberta mostra evolução contínua mesmo em ambientes áridos.
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