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Rushkoff: Em vez de renascimento tecnológico, vivemos pesadelo anti-humano

Escritor alerta que tecnologia reforça lucro e isolamento; SP Innovation Week discute risco de anti-humanismo e queda de colaboração

Douglas Rushkoff durante palestra de encerramento do São Paulo Innovation Week.
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  • O escritor americano Douglas Rushkoff criticou a ideia de que as transformações digitais trazem apenas benefícios, durante palestra no São Paulo Innovation Week no dia 15.
  • Disse que, em vez de um renascimento tecnológico, vivemos um pesadelo anti-humano, com a tecnologia sendo usada para moldar pensamentos e comportamentos para favorecer lucros.
  • A internet e a inteligência artificial poderiam estimular a criatividade, mas, segundo ele, as ferramentas do Vale do Silício reproduzem interesses de uma minoria lucrativa.
  • Rushkoff defende investir em relações presenciais e na construção de comunidade, criticando o aumento do individualismo e a distância entre as pessoas.
  • O evento encerra no Pacaembu e na Faap e segue para quatro CEUs (Heliópolis, Freguesia do Ó, Papa Francisco e Silvio Santos); acesso é gratuito por ordem de chegada, com programação que inclui Marcelo Gleiser, Maria Homem e Ivair Gontijo.

Nessa sexta-feira, 15, o escritor americano Douglas Rushkoff criticou a visão otimista sobre internet e inteligência artificial durante palestra no São Paulo Innovation Week (SPIW), festival de tecnologia realizado pelo Estadão em parceria com a Base Eventos. O debate ocorreu no palco principal, no espaço Pacaembu e na Faap.

Rushkoff afirmou que, em vez de promover um renascimento tecnológico, as mudanças digitais têm alimentado um pesadelo anti-humano. Segundo ele, plataformas do Vale do Silício tendem a reproduzir os interesses de uma minoria lucrativa, moldando comportamentos para ampliar o lucro.

O autor destacou que a tecnologia estaria afastando a cooperação e a construção de comunidade. Ele sugeriu investir mais em relações presenciais e na proximidade entre vizinhos, como forma de resgatar valores coletivos.

Impacto da tecnologia na sociedade

Rushkoff ressaltou que a internet e a IA poderiam ampliar a criatividade da população, mas, na visão dele, o cenário atual favorece o individualismo. “Vivemos um mundo de iPhones, não de wePhones”, disse ao público, destacando a sensação de segurança associada à solidão.

Como exemplo, mencionou o acúmulo de bunkers por parte de uma parcela da elite americana, que estaria buscando isolamento diante de cenários extremos. Ele afirmou que grandes potências econômicas priorizam a autossuficiência em vez de soluções coletivas.

O SPIW, encerrado no Pacaembu e na Faap, segue neste fim de semana para quatro CEUs da capital: Heliópolis, Freguesia do Ó, Papa Francisco (Sapopemba) e Silvio Santos (Cidade Ademar). A programação é gratuita e aberta ao público.

Programação e acesso

Não há necessidade de inscrição prévia; a entrada ocorre por ordem de chegada, sujeita à lotação dos espaços. Debates e experiências imersivas integram a programação, com participação de nomes como Marcelo Gleiser, Maria Homem e Ivair Gontijo. A ideia é levar temas de tecnologia às periferias da cidade.

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