- Estudos da USP indicam alta de até 2,8 °C na temperatura mínima de São Paulo desde o início do século XX, em 125 anos.
- A temperatura máxima diária aumentou 2,4 °C, enquanto a média global subiu aproximadamente 1,2 °C desde 1900.
- O professor Humberto Ribeiro da Rocha, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP, apresentou os dados em evento promovido pela FAPESP e pela Organização Neerlandesa para Pesquisa Científica no dia 7 de maio.
- O avanço está ligado à ilha de calor urbana, causada pela substituição de áreas verdes por asfalto e edificações que retêm mais calor.
- Com imagens de satélite Landsat, 70 cidades da Grande São Paulo registraram até 60 °C em áreas urbanas no verão; áreas com vegetação e água ficam abaixo de 25 °C, e bairros mais quentes chegam a 7 a 12 °C acima das áreas arborizadas.
A temperatura em São Paulo tem acompanhado um ritmo superior ao observado no restante do planeta. Pesquisadores da USP apontam que, nos últimos 125 anos, houve alta de até 2,8 °C nas temperaturas mínimas da capital.
Entre 1900 e hoje, a média global subiu cerca de 1,2 °C, segundo o IPCC. Em São Paulo, a temperatura máxima diária avançou 2,4 °C, enquanto a mínima subiu 2,8 °C, segundo o estudo apresentado.
O anúncio foi feito pelo professor Humberto Ribeiro da Rocha, do IAG-USP, durante evento promovido pela FAPESP e pela NWO, em 7 de maio. A pesquisa integra o Centro para Segurança Hídrica e Alimentar em Zonas Críticas.
Contexto e métodos
Os pesquisadores destacam a ilha de calor urbana como principal fator. Áreas com menos vegetação, asfaltos e edificações retêm calor, elevando as temperaturas locais.
Detalhes de outras cidades
A análise abrange 70 cidades paulistas via imagens Landsat, coletadas entre 2013 e 2025. No verão, áreas urbanas chegam a 60 °C em temperatura de superfície, frente a 25 °C nas zonas com vegetação.
Desigualdade térmica na região
Bairros com menor cobertura vegetal chegam a registrar variações de 7 °C a 12 °C acima das áreas mais arborizadas, segundo os pesquisadores. Os dados reforçam o papel dos espaços verdes na regulação térmica.
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