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Tratamento promissor pode retardar a pré-eclâmpsia em gestantes

Tratamento experimental filtra o sangue para remover proteína ligada à pré-eclâmpsia; estudo com 16 gestantes mostra promessa, mas é necessária confirmação em ensaios maiores

Pré-eclâmpsia é causada por hipertensão
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  • Estudo internacional liderado por Ravi Thadhani e Ananth Karumanchi, publicado na Nature Medicine, mostra que filtrar o sangue de gestantes com pré-eclâmpsia para remover a proteína sFlt-1 pode retardar a progressão da doença.
  • O ensaio envolveu 16 mulheres e não houve efeitos adversos observados; ainda é preciso confirmar a eficácia em ensaios clínicos maiores.
  • A abordagem usa um anticorpo capaz de se ligar ao sFlt-1 e um filtro equipado com esses anticorpos para reduzir a concentração da proteína no plasma.
  • O nível de sFlt-1 estabilizou durante o tratamento, em vez de subir, e a gravidez teve aumento mediano de dez dias, em comparação com quatro dias no tratamento tradicional.
  • Especialistas ressaltam que é um passo inicial promissor, mas é necessário testar a intervenção em mais pacientes para avaliar se funciona como tratamento padrão no futuro.

Pouco se sabia sobre tratamentos que possam retardar a progressão da pré-eclâmpsia. Em um estudo de conceito, pesquisadores filtraram o sangue de gestantes com a doença para remover uma proteína envolvida no desenvolvimento da condição. O trabalho foi liderado por Ravi Thadhani e Ananth Karumanchi, do Cedars-Sinai Medical Center, em Los Angeles, e publicado na Nature Medicine. Realizado em 16 mulheres, o estudo aponta uma possibilidade de ampliar o tempo de gestação com segurança.

A pesquisa utiliza uma técnica de filtragem de sangue para reduzir a proteína sFlt-1, associada à piora da pré-eclâmpsia. Os pesquisadores desenvolveram um anticorpo que se liga a essa proteína e equiparam um filtro com a quantidade necessária para reduzir a concentração no plasma. O procedimento é uma forma de tratamento modificador da doença, ainda em fase inicial.

Resultados preliminares

Mesmo com a amostra pequena, houve estabilização dos níveis de sFlt-1 no sangue filtrado, sem efeitos adversos observados nas pacientes ou nos bebês. O estudo também mostrou aumento mediano da gravidez de 10 dias nas mulheres tratadas, frente a uma projeção de apenas 4 dias com os tratamentos convencionais.

O trabalho indica que a intervenção pode representar um passo além do controle sintomático, aproximando-se de um tratamento que modifique a doença. Especialistas destacam a importância de ensaios maiores para confirmar eficácia e segurança antes de eventual uso generalizado.

Próximos passos

Os autores reforçam a necessidade de ensaios clínicos com maior número de participantes para confirmar os resultados. A validação em populações diversas também é citada como crucial para entender benefícios, riscos e critérios de seleção de pacientes. A pesquisa ressalta que este é um avanço inicial, ainda longe de entrar na prática clínica padrão.

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