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Colágeno na menopausa: mudanças na produção do corpo

A menopausa acelera a queda de colágeno; solar, tabagismo e nutrição influenciam, enquanto a terapia de reposição hormonal pode melhorar a espessura e a hidratação da pele

A perda de colágeno pode se tornar especialmente perceptível durante a perimenopausa e a menopausa
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  • A produção de colágeno diminui com o envelhecimento e cai mais acentuadamente na perimenopausa e na menopausa, com estimativas de até 30% de redução na pele nos primeiros cinco anos e perdas adicionais depois disso.
  • O estrogênio regula a produção de colágeno ao atuar nos fibroblastos; com a queda hormonal, a sinalização fica mais fraca, levando a pele mais fina, menos elástica e com menor teor de água.
  • Fatores como radiação ultravioleta e tabagismo aceleram a perda de colágeno: o Sol aumenta enzimas que demolhem o colágeno e reduz a produção de novo; fumar diminui colágeno tipo I e III.
  • Cremes tópicos de colágeno dificilmente repõem o colágeno da pele; suplementos orais podem melhorar hidratação e elasticidade em alguns estudos, mas as evidências são inconsistentes.
  • A reposição hormonal (TRH) pode trazer benefícios para a pele, incluindo maior espessura, elasticidade e hidratação, com relatos de aumento significativo no conteúdo de colágeno em algumas mulheres, sempre avaliando riscos e benefícios individualmente.

O colágeno é a proteína mais abundante do corpo, responsável por sustentar pele, ossos e tecidos. Na fase adulta, a produção já é natural, mas a queda se intensifica com a perimenopausa e a menopausa. Fatores como exposição solar, tabagismo e nutrição influenciam esse processo.

A literatura aponta que, na pele, o colágeno pode reduzir até 30% nos primeiros cinco anos após a menopausa, com perdas adicionais ao longo dos anos. Estudos históricos associam essa relação entre menopausa e alterações na pele desde a década de 1940, quando a conexão começou a ser investigada.

Fatores que aceleram a perda

A radiação ultravioleta aumenta as enzimas que degradam o colágeno e reduz a produção de neoformação pela pele. Pessoas com pele mais escura têm menor produção de rugas, mas o fotoenvelhecimento não é eliminado pela melanina. O tabagismo também acelera a perda, diminuindo significativamente o colágeno nas camadas da pele.

A vitamina C é essencial para a síntese de colágeno; doses diárias em torno de 100 mg atendem a maioria das necessidades, com possíveis ajustes para fumantes. Suplementos elevados não garantem benefício claro e podem causar desconfortos gastrointestinais.

Intervenções e evidências

A reposição hormonal tem evidências mais consistentes de benefício na pele, com relatos de aumento de espessura, elasticidade e hidratação. Em alguns estudos, mulheres em terapia apresentaram ganho expressivo de conteúdo de colágeno. O uso de estrogênio transdérmico também é estudado e monitorado quanto a riscos e benefícios individuais.

Tratamentos dermatológicos, como laser e microagulhamento, visam estimular a reparação da pele e reduzir o colágeno danificado. Esses procedimentos apresentam possíveis riscos, incluindo dor, infecção e alterações na pigmentação, devendo ser avaliados caso a caso.

Conclusões

A menopausa acelera a queda do colágeno, mas o quadro envolve múltiplos fatores e não se resume a slogans. Proteger a pele do sol, evitar tabagismo e manter uma alimentação rica em vitamina C ajudam a manter os níveis naturais. Pesquisas sobre suplementos de colágeno continuam, com resultados ainda iniciais e revisão cautelosa necessária. A TRH aparece como uma opção com evidências mais claras para algumas pacientes, sempre com avaliação de riscos e benefícios.

Este texto é baseado em revisões científicas e estudos clínicos sobre menopausa e produção de colágeno, com foco em informações verificáveis e linguagem neutra.

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