- O amaranto tem proteína entre quarenta e setenta por cento mais alta que o milho, com todos os aminoácidos essenciais, destacando a lisina.
- O consumo pode aumentar a saciedade, ajudando a controlar o apetite por estimular hormônios intestinais como GLP-1 e PYY.
- Fibras e proteínas do amaranto favorecem o funcionamento do intestino, a produção de ácidos graxos de cadeia curta e a proteção da mucosa intestinal, além de auxiliar na redução da absorção de colesterol.
- O grão é naturalmente livre de glúten, podendo ser consumido por pessoas com doença celíaca, desde que haja cuidado com contaminação cruzada em equipamentos de processamento.
- Pode ser encontrado em flocos, farinha ou grãos; combina bem com iogurte e oferece nutrientes como magnésio, ferro e zinco, mas exige atenção à hidratação e à possível interferência de fitatos na absorção de minerais.
O amaranto, grão ainda pouco conhecido pela população, tem proteína entre 40% e 70% maior do que a encontrada no milho. A nutricionista Camila Aramuni destacou que o alimento fornece todos os aminoácidos essenciais, com ênfase na lisina, nutriente com baixa disponibilidade em cereais tradicionais.
Ela afirmou, em entrevista à CNN Brasil, que a proteína do amaranto atua na regulação do apetite, aumentando a saciedade e prolongando a sensação de plenitude após as refeições. A comparação com outros grãos deve considerar a composição química de cada alimento.
Além de oferecer aminoácidos essenciais, o amaranto não contém glúten, o que o torna uma opção para dietas sem gluten. Camila ressalta que a qualidade proteica do grão o difere de fontes comuns de carboidratos, contribuindo para a manutenção de tecidos do corpo.
Propriedades nutricionais e impacto na saciedade
A presença de fibras aliada à proteína altera a velocidade de digestão e a resposta insulínica, segundo a nutricionista. O efeito vai além do controle de peso, favorecendo o funcionamento intestinal e a microbiota.
Fibras alimentares presentes no amaranto ajudam na produção de ácidos graxos de cadeia curta, que protegem a mucosa intestinal. As fibras solúveis também reduzem a absorção de colesterol e de ácidos biliares, segundo Camila.
Componentes bioativos e polifenóis do grão contribuem para reduzir o estresse oxidativo, com benefícios potenciais ao sistema cardiovascular. A nutricionista aponta que esse conjunto de nutrientes reforça o papel do amaranto na dieta.
Versatilidade na alimentação e absorção de minerais
O amaranto é comercializado em flocos, farinha e grãos, com uso comum no café da manhã. Em iogurte, por exemplo, ele aumenta a densidade proteica e de fibras, além de minerais como magnésio, ferro e zinco.
Na versão em grãos cozidos, a absorção de carboidratos ocorre de forma mais gradual. Pessoas com restrições alimentares devem atentar à procedência para evitar contaminação cruzada com glúten, mesmo sendo naturalmente livre de glúten.
Magnesium e fósforo presentes no grão participam do metabolismo energético e da formação óssea, reforçando o papel nutricional do amaranto na dieta cotidiana. A recomendação é introduzir o grão gradualmente para evitar desconfortos gastrointestinais.
Cuidados e biodisponibilidade
A ingestão de amaranto requer atenção à hidratação e à combinação com outros nutrientes para otimizar a absorção. Os fitatos presentes podem interferir na captação de minerais, mas esse efeito tende a diminuir com uma alimentação variada.
A recomendação é consumir o grão dentro de uma dieta equilibrada e com fontes de vitamina C para potencializar a disponibilidade de minerais. Além disso, porções devem ser moderadas para evitar excesso calórico, adaptando o consumo ao perfil individual.
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