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Modder usa Nintendo Switch para acelerar impressora 3D em até 90%

Uso de Nintendo Switch com Klipper acelera a Prusa MK3S, reduzindo a impressão da 3DBenchy de 90 minutos para 8 minutos e 41 segundos, ganho próximo de 90%

Créditos: Reprodução/Prusa
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  • Um Nintendo Switch desbloqueado foi usado como cérebro para uma Prusa MK3S, rodando Ubuntu Linux com Klipper ligado por USB, para imprimir um 3DBenchy em 8 minutos e 41 segundos (cerca de 90% mais rápido que os 90 minutos originais).
  • O teste, publicado pelo canal Cocoanix 3D Printing, demonstra que a mudança transfere o processamento de cálculos de trajetórias do microcontrolador da impressora para o processador do Switch, ampliando a velocidade possível.
  • O Klipper divide o trabalho entre um host externo e a placa da impressora, permitindo que o firmware na MK3S apenas execute instruções já calculadas. Nesse caso, o Switch roda o Ubuntu e gerencia a impressão via dashboard web.
  • O ganho de velocidade vem acompanhado de técnicas como Input Shaper (que compensa vibração) e Pressure Advance (ajusta a pressão do filamento durante acelerações), mantendo qualidade aceitável até altas velocidades.
  • O experimento foca em peças pequenas com aceleração agressiva; não implica que todas as impressoras vão imprimir muito mais rápido. Em modelos maiores, o hotend ainda pode limitar o desempenho.

Um entusiasta de impressão 3D transformou um Nintendo Switch desbloqueado em controlador para uma Prusa MK3S, reduzindo o tempo de impressão da 3DBenchy de 90 minutos para 8 minutos e 41 segundos, quase 90% mais rápido. O teste foi publicado pelo canal Cocoanix 3D Printing.

O projeto usa o Switch rodando Ubuntu Linux, conectado por USB à impressora. O firmware Klipper distribui o processamento entre um host externo e a Prusa MK3S, acelerando cálculos de trajetórias e movimentos.

A mudança não é apenas visual: a MK3S tradicional usa um microcontrolador AVR de 8 bits. Ao transferir o cálculo para um processador moderno, a máquina passa a depender mais do conjunto mecânico, como hotend, extrusor e refrigeração, para sustentar as velocidades.

Como funciona o Klipper

O Klipper separa o “cérebro” da máquina em duas partes: um host externo processa o G-code e calcula a movimentação; a placa da impressora apenas executa as instruções. Geralmente, o host é um Raspberry Pi, mas no experimento é o Switch com Ubuntu.

Outro componente importante é o Input Shaper, que corrige a ressonância do chassi ao acelerar ou frear. O ajuste reduz o ringing e melhora a consistência de linha, mantendo qualidade em velocidades elevadas.

Impactos práticos

O teste utilizou a configuração SpeedBenchy para calibração. Com MK3S original, a impressão leva cerca de 90 minutos; com Klipper no Switch, a velocidade máxima chega a 400 mm/s e a aceleração a 17.000 mm/s².

A peça final apresenta defeitos atribuídos a limitações do hotend, do extrusor e da refrigeração originais, além do design bed slinger da máquina. Elementos físicos limitam o desempenho, mesmo com software avançado.

Sobre a escolha do Switch

A opção pelo Switch é estética, segundo o criador. Um Raspberry Pi continua mais simples, barato e amplamente documentado. O Switch oferece potência suficiente, tela touch integrada e ambiente homebrew já conhecido pela comunidade.

O método depende de unidades desbloqueadas antecipadamente e fica em modo dual boot, alternando entre o sistema oficial e Linux. Não envolve o Switch 2 e não altera o firmware da Nintendo.

Condições de uso e conclusão técnica

A redução de tempo não implica benefício geral para todas as peças. Modelos pequenos podem ganhar mais, enquanto peças maiores ainda dependem da física do equipamento. A 3DBenchy funciona como termômetro de desempenho.

O experimento reforça que Klipper, Input Shaper e Pressure Advance são ferramentas maduras para impressão 3D. Em ambientes com hardware atualizado, a troca por 32 bits já é comum; o uso de Klipper em MK3S é uma alternativa de extensão de vida útil.

Custos e viabilidade

Para usuários, uma opção é usar um Raspberry Pi Zero 2 W, que custa cerca de 20 dólares, equivalente a aproximadamente 100 reais. Um Nintendo Switch desbloqueado pode reduzir custos adicionais, já que o hardware existente atende aos requisitos do setup.

O barco impresso em 8 minutos ilustra um experimento técnico bem fundamentado. O segredo está na combinação de Klipper, Input Shaper e Pressure Advance, com o Switch atuando apenas como detalhe técnico.

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