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Painéis solares verticais em lago geram mais energia pela manhã e à tarde

Painéis solares verticais geram mais pela manhã e no fim da tarde, alinhando a produção aos picos de consumo e abrindo caminho para agrovoltaico

Painéis solares verticais bifaciais e sua vantagem na geração de energia
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  • Painéis solares verticais geram mais energia pela manhã e à tarde, com dois picos de produção separados pelo meio‑dia, diferente dos modelos inclinados.
  • Os módulos são frequentemente bifaciais e orientados a leste e a oeste, captando sol nas extremidades do dia.
  • O pico próximo ao meio‑dia não é ideal porque a demanda real é menor nesse horário, gerando sobra de energia para a rede.
  • Estudos da Universidade de Ciências Aplicadas de Leipzig sugerem que a adoção de painéis verticais poderia ampliar a capacidade instalada na Alemanha, alinhando geração com horários de maior consumo.
  • No Brasil, a tecnologia vem ganhando espaço: custos são 10% a 20% maiores que os monofaciais, mas a geração em horários de pico pode reduzir o tempo de retorno do investimento e abrir possibilidades como agrovoltaico e menor ocupação de área.

Painéis solares verticais instalados em um lago apresentaram geração de energia mais alta pela manhã e no fim da tarde, horários de maior demanda urbana e industrial. A configuração desafia o padrão dos sistemas inclinados, que costumam alcançar pico no meio-dia.

Diferentemente dos painéis convencionais, os verticais ficam a 90 graus do solo. Módulos bifaciais captam luz em ambas as faces: leste pela manhã e oeste à tarde, gerando dois picos separados pelo período de meio-dia.

Por que o pico ao meio-dia não é ideal? O consumo real é menor nesse intervalo, quando residências estão vazias e fábricas ainda acordando. A geração concentrada nesse período pode sobrecarregar redes elétricas e exigir redistribuição.

Quando a demanda de energia dispara? Entre 7h e 9h, e entre 17h e 20h. Nesses horários o sol incide de modo quase perpendicular sobre estruturas verticais, favorecendo a produção com menos energia residual.

Estudos da Universidade de Ciências Aplicadas de Leipzig indicam potencial de ampliar capacidade instalada na Alemanha, alinhando geração aos horários de pico. Simulações apontam salto de 58 para até 400 gigawatts por ano.

Entre as vantagens práticas, o desdobramento agrovoltaico permite sombra parcial para culturas, sem comprometer a colheita. Também há menor ocupação de áreas e melhor desempenho no inverno, com manutenção facilitada.

Quanto custa comparar aos modelos tradicionais? Módulos bifaciais costumam custar 10% a 20% a mais, mas a maior geração diária pode reduzir o retorno do investimento ao longo do tempo.

No Brasil, o perfil de consumo soma picos matinais e vespertinos semelhantes aos observados no exterior, o que torna a tecnologia compatível com a rede local. A queda de preços globais favorece a viabilidade econômica.

A adoção de painéis verticais pode ampliar opções de geração em ambientes residenciais e rurais, conectando produção a horários de maior demanda sem ocupar terras adicionais. Pesquisas continuam para avaliar impactos locais.

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