- A maior parte da flatulência é gases inodoros; o cheiro vem de gases sulfurados, como sulfeto de hidrogênio, metanotiol e sulfeto de dimetila.
- O pum dos outros parece pior porque a certeza da origem do cheiro aumenta a repulsa; quando o odor é de alguém desconhecido, a sensação de nojo tende a ficar mais intensa.
- Em estudo de 2005, na Universidade de Washington, 185 jovens leram situações com odores de origens diferentes e classificaram o incômodo. Odor originado de estranhos foi considerado mais desagradável, especialmente no caso de cheiros fecais.
- Estudo de 2007 mostrou que odores não familiares são mais difíceis de reconhecer e acabam sendo classificados como mais fortes; repetir a experiência com o cheiro reduz a repulsa.
- Pesquisa de 1976 com estudantes revelou que poucos conseguem identificar o próprio cheiro, mas quase todos o percebem como mais suave do que odores de outras pessoas, associando cheiros ruins a traços sociais.
Poucas situações provocam mais constrangimento do que liberar gases perto de outras pessoas. O texto explica por que o pum dos outros costuma soar mais intenso aos nossos olhos do que o próprio, mesmo quando a composição química é parecida.
O cheiro das flatulências vem principalmente de gases sulfurados, como sulfeto de hidrogênio, que lembra ovo podre, além de metanotiol e sulfeto de dimetila. Os puns em si são maioritariamente inodoros, compostos por nitrogênio, oxigênio e dióxido de carbono.
A percepção de que o pum alheio é mais forte depende de como reconhecemos a origem do cheiro. Estudos sugerem que quanto mais familiar é a fonte, menor é o nojo provocado pelo odor.
Segundo um estudo de 2005, na Universidade de Washington, pessoas consideraram menos desagradável cheiros originados de si mesmas do que de estranhos. O mesmo ocorreu com odores de origem fecal, que suscitaram maior repulsa quando atribuídos a terceiros.
Outra pesquisa, em 2007, mostrou que cheiros não familiares costumam ser mais difíceis de identificar e, inicialmente, parecem mais intensos. Repetir a experiência com o mesmo cheiro tende a reduzir a percepção de incômodo.
Estudos de 1976 indicam que alunos geralmente associam odores ruins a características sociais negativas. Além disso, poucos identificaram com precisão o próprio cheiro, mesmo quando solicitado.
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