- Agente de IA cuidará de toda a organização da viagem, desde a busca até o retorno, e poderá resolver situações em tempo real sem o viajante pedir ajuda.
- Aeroporto distribuído pela cidade: despacho e segurança biométrica em bairros, lounges privativos, e transporte por táxi aéreo elétrico entre bairros e aeroportos.
- Segurança ao longo da viagem será baseada em biometria e leitura de dados como rosto, marcha e frequência cardíaca, eliminando filas e a necessidade de documentos.
- Demanda controlada em destinos icônicos, com limites de visitantes e autorizações durante a alta temporada, além de reservas com horários para atrações.
- Tendências tecnológicas incluem estradas mais inteligentes, voos supersônicos com possível operação comercial e hotéis espaciais nas próximas décadas.
O The Wall Street Journal ouviu especialistas para mapear como serão as viagens de turismo em 2046. O otimismo de décadas passadas não se materializou, mas mudanças relevantes devem ocorrer nos próximos 20 anos. A expectativa é por maior integração entre tecnologia e mobilidade.
A ideia central é reduzir atritos no deslocamento e ampliar a personalização. Agentes de IA devem planejar viagens inteiras, desde buscas até o retorno para casa, ajustando-se a preferências, orçamento e condições de viagem em tempo real. O objetivo é diminuir estresse e evitar retrabalho.
Outra linha comum entre os especialistas é a evolução de infraestrutura e segurança. Técnicas avançadas devem transformar aeroportos, estradas e fronteiras, com operações mais fluidas e menos entraves. Abaixo, veja os temas que ganham relevância até 2046.
O agente de IA cuida de tudo
O viajante terá um assistente pessoal de IA que gerencia toda a experiência, desde a pesquisa até o desembarque. O sistema utiliza dados financeiros, preferencias de quarto e hábitos para organizar deslocamentos e hospedagem.
Caso haja risco de saúde em rota ou atraso de voo, o agente negocia soluções em tempo real. Condições são monitoradas continuamente para redirecionar, remarcar e ajustar tudo automaticamente.
O aeroporto distribuído
Uma visão é distribuir parte das operações pela cidade. Passageiros poderiam despachar malas e passar pela segurança biométrica em terminais de bairro, evitando grandes filas no aeroporto central.
Em seguida, iriam para um pequeno táxi aéreo elétrico até o aeroporto principal. Trajeto, embarque e acessos reunidos em um sistema que funciona como rede de metrô urbano, conectando bairros aos terminais de embarque.
Segurança sem atritos
A biometria deve substituir a verificação de documentos ao longo de toda a jornada, não apenas nos aeroportos. Leitura facial, de marcha e até sinais fisiológicos seriam usados para avançar rápido pelas etapas.
Filas, checagens manuais e uso de sapatos deixariam de existir. O objetivo é permitir embarques mais rápidos sem perder a segurança.
Destinos com demanda controlada
Aumento da classe média na Índia e na China pode elevar o fluxo turístico para destinos tradicionais, como Roma e Paris. Autorizações e reservas com horário podem tornar-se comuns para evitar superlotação.
Especialistas sugerem gestão de destinos com limites de visitantes e controles de acesso. Assim, turistas podem precisar planejar visitas com antecedência para atrações famosas.
Estradas mais inteligentes
A comunicação entre veículos e infraestrutura deve reduzir surpresas no trânsito. Freios abruptos geram mensagens automáticas entre vias e carros, aumentando a segurança.
Antes dos veículos autônomos integrarem o dia a dia, essa troca de informações tornará viagens de carro mais tranquilas. O formato é similar ao de uma rede de transporte que reduz o estresse na condução.
Voo supersônico
Voos com velocidades acima de Mach 1 podem tornar-se comuns, especialmente para viajantes premium. Jatos como o Overture, da Boom, passam por testes e podem entrar em serviços comerciais na próxima década.
O futuro depende de avanços em materiais, motores eficientes e combustível sustentável, além de soluções para reduzir ruídos e tornar o custo viável em rotas longas.
Hotéis espaciais
Estâncias comerciais no espaço devem surgir entre 2030 e 2040, inicialmente para indivíduos de alto poder aquisitivo. Com queda de custos de lançamento, o mercado pode se expandir modestamente na década seguinte.
As primeiras opções devem lembrar uma estação espacial atual, com quartos de hotel confortáveis e centro de pesquisa. O acesso será restrito e controlado, refletindo um modelo de exploração mais institucional do que turístico.
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