Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Viver com PMDD é como enfrentar a Morte a cada mês

PMDD provoca sofrimento mensal intenso e risco de suicídio; diagnóstico ainda é raro e os tratamentos variam entre hormônios, antidepressivos e opções invasivas

Annika Split pic of 42-year-old Annika Waheed. On the left, Annika is wearing a white hoodie with the hood up. She has her eyes closed and her face is tear-stained. On the right, she is wearing make-up and smiling at the camera.
0:00
Carregando...
0:00
  • Annika Waheed, de 42 anos, sofre de transtorno disfórico pré-menstrual há mais de oito anos, com pensamentos suicidas recorrentes antes da menstruação e alívio após o início do período.
  • O PMDD é um transtorno de saúde mental causado por alterações hormonais, mais intenso que o Tensão Pré-Menstrual comum, com sintomas psicológicos graves e, às vezes, físicos.
  • Estima-se que mais de um milhão de mulheres no Reino Unido possam ser afetadas, mas apenas uma fração recebe diagnóstico.
  • Existem tratamentos que podem funcionar para cada pessoa, incluindo antidepressivos e terapias hormonais, como pílulas anticoncepcionais e o dispositivo Mirena; em casos extremos, pode-se considerar a menopausa química ou retirada dos ovários.
  • Pesquisadores na Escócia desenvolveram uma ferramenta de prevenção de suicídio para ajudar clínicos a identificar sinais de PMDD; o governo britânico, por meio da nova Estratégia de Saúde da Mulher, quer melhorar o encaminhamento e a escuta desde a primeira consulta.

O transtorno disfórico pré-menstrual (PMDD) é uma condição relacionada a oscilações hormonais que pode provocar sintomas psicológicos intensos. A seguir, relatos de convivência com o problema revelam que algumas mulheres vivem períodos de semanas marcados por pensamentos suicidas, que desaparecem quase que de imediato com o início da menstruação. O caso de Annika Waheed, de 42 anos, ilustra esse padrão durante mais de oito anos.

Annika relata que, entre um ciclo e outro, a piora do humor chega com força, acompanhada de ansiedade, depressão, cansaço extremo e dores físicas. A vítima descreve que, após uma tentativa de overdose, recebeu apoio da irmã, e que, ao menos nesses momentos, a percepção de que pode funcionar volta com o fluxo menstrual. Médicos reconhecem que o PMDD envolve reações fortes a variações hormonais, especialmente progesterona e estrogênio.

Pesquisa e panorama

Especialistas estimam que mais de um milhão de mulheres no Reino Unido possam ser afetadas pelo PMDD, embora apenas uma parcela tenha diagnóstico formal. Estudos indicam maior propensão a pensamentos suicidas entre acometidas pelo transtorno em comparação à população em geral. O PMDD é distinto do síndrome pré-menstrual (PMS) por apresentar sintomas mais graves de natureza emocional e psicológica, além de desconfortos físicos como dor de cabeça e fadiga.

Tratamentos e opções

Diversos tratamentos podem ser adaptados ao PMDD, incluindo antidepressivos, pílula anticoncepcional e outras opções hormonais, como o dispositivo Mirena. Em casos mais extremos, há possibilidades de menopausa química ou remoção de ovários para interromper o ciclo hormonal natural. A paciente Annika está recebendo injeções que bloqueiam os hormônios para interromper o ciclo menstrual, com efeito que varia conforme o estágio do ciclo.

Inovação e políticas de saúde

Pesquisadores da Escócia desenvolveram uma ferramenta de prevenção ao suicídio voltada a identificar sinais de PMDD entre pacientes. Além do tratamento médico, pessoas afetadas costumam explorar redes de apoio e informações compartilhadas pela internet, como espaços de diagnóstico e troca de experiências. O governo britânico reconhece falhas históricas no atendimento a mulheres com PMDD e sinaliza com ações para melhorar a escuta clínica, especialmente na etapa inicial de atendimento, por meio de uma estratégia de saúde da mulher.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais