- O chef britânico Mike Keen fará uma expedição de um mês na Groenlândia, percorrendo cerca de 320 quilômetros sobre o gelo a bordo de esqui, acompanhado de um cão de trenó.
- Durante o trajeto, ele comerá apenas carne de foca fermentada, buscando reproduzir hábitos alimentares de comunidades inuítes em travessias frias.
- A viagem funciona como experimento científico para entender como uma dieta baseada em carne sustenta pessoas em regiões com poucos vegetais.
- Keen coletará amostras de fezes para analisar como a alimentação afeta o funcionamento do intestino e a presença de microrganismos benéficos.
- Pesquisadores apontam que a fermentação de carnes, prática comum em algumas comunidades árticas, pode explicar a boa saúde observada; a iniciativa se conecta a uma expedição anterior do explorador na Groenlândia sem frutas nem vegetais.
Mike Keen, chef e explorador britânico, vai passar um mês na Groenlândia seguindo uma dieta baseada exclusivamente em carne de foca fermentada. O objetivo é testar condições alimentares enfrentadas por comunidades inuítes em ambientes gelados.
A expedição ocorre durante o inverno e envolve percorrer cerca de 320 quilômetros sobre o gelo, a pé com esqui e ao lado de um cão de trenó. A prática busca recriar hábitos nutricionais tradicionais de povos do Ártico.
A iniciativa faz parte de um experimento científico para entender como uma alimentação fortemente animal influencia o metabolismo e a microbiota intestinal. Amostras de fezes serão coletadas ao longo da jornada para análises posteriores.
Pesquisadores citados pela Science News enfatizam que a dieta inuíte tradicional era quase exclusivamente de origem animal, sem indicar problemas de saúde comuns em diets com alta ingestão de carne. A preparação dos alimentos aparece como fator relevante.
Especialistas sugerem que métodos de conservação, como a fermentação de carnes por semanas ou meses, podem favorecer microrganismos benéficos e contribuir para a saúde intestinal em ambientes inóspitos.
A agenda de Keen já inclui viagens anteriores na Groenlândia, onde ele realizou uma expedição de caiaque de 12 semanas sem frutas ou vegetais. O novo projeto reforça o interesse dele por cozinhar e observar impactos de dietas extremas.
Entre na conversa da comunidade