- Em 19 de maio de 1986, radares detectaram 21 objetos luminosos em várias regiões do Brasil, acionando o sistema de defesa aérea.
- Caças da Força Aérea Brasileira decolaram de Santa Cruz (Rio de Janeiro) e Anápolis (Goiás) para interceptação e identificação dos alvos.
- A noite ficou conhecida como o “festival dos discos voadores”, com relatos de luzes que mudavam de cor e movimentos incomuns, inclusive por pilotos em voo.
- Um relatório de junho de 1986 indicou altitudes entre menos de 1,5 km e mais de 12 km, cores Branco, Verde e Vermelho, além de movimentos bruscos; concluiu haver possível inteligência por trás dos objetos.
- O caso ganhou reconhecimento oficial no dia seguinte, com o ministro da Aeronáutica anunciando que radares haviam detectado objetos não identificados, mas até hoje não há explicação definitiva.
Na noite de 19 de maio de 1986, luzes e objetos voadores não identificados foram detectados em várias regiões do Brasil, principalmente em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás e Paraná. Registros do Arquivo Nacional mostram 21 alvos visuais nos radares do Cindacta, levando ao acionamento do sistema de defesa aérea.
Caças F-5 e Mirage III da FAB decolaram de Santa Cruz (RJ) e Anápolis (GO) para interceptar e identificar os alvos, devido ao risco à navegação aérea. A operação envolveu controles de tráfego e pilotos em voo, com o objetivo de esclarecer a natureza dos objetos.
O início da noite
O aeroporto de São José dos Campos (SP) foi um dos primeiros a relatar observações. O controlador Sérgio Mota da Silva registrou cores que mudavam e movimentos incomuns, chegando a descrever o episódio como um “festival dos discos voadores”.
Entre os pilotos que acompanharam os avistamentos esteve o tenente Kleber Caldas Marinho, que descreveu dificuldades para se aproximar dos objetos, que pareciam acelerar ou sumir dos radares ao contato.
Outro episódio relevante envolveu Ozires Silva, então presidente da Embraer, que viajava em uma aeronave da FAB entre Brasília e São José dos Campos. Ele informou que as luzes conduziam movimentos não típicos de aeronaves da época.
Análise técnica e desdobramentos
O relatório de ocorrência, datado de 2 de junho de 1986, apontou variações de altitude entre menos de 1,5 km e mais de 12 km, além de cores branca, verde e vermelha. Em alguns momentos, os objetos ficaram com as luzes apagadas, aceleraram e frearam de forma brusca.
Ao final, o documento sinalizou a possibilidade de inteligência por trás dos objetos, destacando que eles pareciam acompanhar observadores e manter distância, além de voar em formação, sem estarem necessariamente tripulados.
Reconhecimento oficial e repercussão
No dia seguinte, o ministro da Aeronáutica, brigadeiro Octávio Júlio Moreira Lima, anunciou uma entrevista coletiva para tratar do caso. Pilotos e militares relataram comportamento incomum, com alterações rápidas de direção, altitude e velocidade.
A entrevista confirmou que radares detectaram alvos não identificados e que as informações não poderiam ser ignoradas. O episódio marcou um reconhecimento incompleto pela Força Aérea sobre avistamentos de UAP no espaço aéreo brasileiro.
Legado e debates
Décadas depois, parte da documentação e de gravações da noite foi liberada pelo Arquivo Nacional, ampliando o material disponível. Relatos de controvérsia, hipóteses atmosféricas, falhas de radar, testes militares e origem extraterrestre persistem em debates públicos e entre pesquisadores.
A chamada Noite oficial dos óvnis permanece como um dos episódios mais emblemáticos da aviação brasileira, mantendo o tema vivo na memória institucional e na ufologia.
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