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Hipertensão em jovens e adolescentes: especialistas alertam para riscos

Hipertensão já atinge jovens, associada a sedentarismo e obesidade; a prevenção passa por mudanças de hábitos, controle de peso e avaliação médica regular

Especialista alerta para cuidados com a hipertensão arterial
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  • Dia Mundial da Hipertensão destaca aumento de casos entre adolescentes e jovens, com dados dos Estados Unidos: set e três por cento com hipertensão e vinte e seis vírgula nove por cento com pressão elevada entre dezoito a quarenta e nove anos; no Brasil, um em cada quatro adultos já convive com a condição.
  • O médico Felipe Malafaia afirma que a hipertensão é silenciosa e deve ser investigada em todos os pacientes; quando aparecem, os sintomas costumam ser inespecíficos.
  • Em jovens, é preciso excluir hipertensão secundária; se for primária, mudanças no estilo de vida ajudam no controle e podem reverter o quadro.
  • Fatores de risco incluem sedentarismo, alimentação ultraprocessada com alto sódio e obesidade; a perda de peso pode reduzir a pressão arterial em cerca de oito milímetros de mercúrio a cada dez quilos.
  • Para identificar a hipertensão: aferição regular da pressão, exames de colesterol e triglicérides, glicemia em jejum, avaliação de IMC e circunferência abdominal, hábitos de sono e atividade física, e eletrocardiograma quando indicado pelo médico.

O Dia Mundial da Hipertensão, lembrado neste domingo, visa alertar sobre um problema de saúde silencioso que pode causar danos graves. O foco é nas tendências de elevação entre jovens e adolescentes, não apenas em pessoas mais velhas.

Dados internacionais indicam aumento entre menores de idade e jovens adultos. Nos EUA, 7,3% de quem tem 18 a 39 anos já apresenta hipertensão, e 26,9% têm pressão elevada. No Brasil, estima-se que um quarto da população adulta conviva com a condição.

Coordenador de cardiologia da Rede Total Care, Felipe Malafaia, ressalta a importância de detectar hipertensão precocemente. O médico enfatiza que, por ser silenciosa na maioria dos casos, a doença deve ser investigada em todos os pacientes.

A hipertensão costuma não apresentar sintomas claros. Quando presentes, podem incluir sensação de peso na cabeça, cefaleia leve ou vertigem, mas esses sinais também aparecem em outras condições clínicas e não são exclusivos da hipertensão.

Entre jovens, as causas são diversas. Em alguns casos, trata-se de hipertensão secundária, ligada a alterações hormonais ou vasculares, que precisam de avaliação especializada. Em outras situações, a hipertensão primária se assemelha ao que ocorre em adultos.

Mudanças no estilo de vida, como redução do sedentarismo, controle do peso e alimentação mais adequada, podem contribuir para o controle ou reversão do quadro em muitos casos. No entanto, é necessário descartar causas secundárias que são mais comuns nesse grupo.

O aumento de casos entre jovens reflete hábitos recentes, com maior sedentarismo e consumo elevado de alimentos ultraprocessados e com alto teor de sódio. Esses fatores de risco precocemente elevam a probabilidade de hipertensão em faixas etárias mais novas.

A obesidade é um fator de risco importante. Em linhas gerais, quanto maior o IMC, maior a chance de desenvolver hipertensão. A perda de peso pode reduzir a pressão arterial, com ganhos médios de até 8 mmHg a cada 10 kg eliminados, embora a resposta varie.

Questões genéticas também podem influenciar. A história familiar é um fator de risco, mas não está presente em todos os casos. Eliminar obesidade, sedentarismo, alimentação inadequada e estresse pode, em alguns pacientes, favorecer a suspensão de medicamentos.

Como identificar a hipertensão

  • Aferir a pressão arterial com regularidade
  • Avaliar colesterol e triglicérides
  • Medir glicose em jejum
  • Verificar IMC e circunferência abdominal
  • Analisar hábitos de sono, alimentação e atividade física
  • Realizar eletrocardiograma quando indicado pelo médico

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