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Ideia de solo vivo retorna à viticultura, antes considerada complexa

Terra viva retorna à viticultura, destacando solo saudável como base para vinhos de qualidade e para a mitigação das mudanças climáticas

Racine d’un pied de vigne.
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  • A viticultura volta a enxergar o solo como protagonista, valorizando um ecossistema vivo que sustenta vinhos de qualidade e resiste a calor e chuvas intensas.
  • Nos anos 1990, o tema era pouco estudado e focava apenas em aspectos físicos do solo; hoje há reconhecimento de que o ecossistema do solo influencia a saúde das vinhas e o sabor dos vinhos.
  • O livro Le Chant du sol, de Julien Denormandie, defende que o solo é um personagem complexo, requerendo uma abordagem holística e ecossistêmica para a vinha e a floresta.
  • Entre os habitantes do solo estão vermes, fungos micorrízicos e reservas de carbono que ajudam a proteger as vinhas, alimentar as raízes e reduzir doenças, além de contribuir para frear o aquecimento global.
  • Especialistas destacam a importância de evitar o cultivo que comprime o solo, mantendo-o vivo e bem cuidado para evitar erosão e deterioração da saúde vitícola.

Durante décadas, a terra foi tratada como substrato para culturas, com pesticidas e quebras de solo. Hoje, o solo vivo volta a ocupar lugar central na viticultura, em busca de ecossistemas regenerados.

A reinvenção nasce de pesquisas e de mudanças na prática agrícola. Especialistas reconhecem que o ecossistema do solo é crucial para a saúde da videira, a resistência a doenças e a qualidade das uvas.

Entre os nomes que ajudam a moldar essa visão estão a enóloga Laurence Berlemont e o diretor de Château Galoupet, Mathieu Meyer, que ressaltam a importância do solo como vida, não apenas como suporte físico.

A discussão ganhou novos contornos com o livro Le Chant du sol, lançado na primavera, cujo autor, o ex-ministro Julien Denormandie, defende uma abordagem holística e ecológica do manejo do solo na agricultura e na forestação.

A ideia é que o solo vivo inclua microrganismos, fungos micorrízicos e minhocas, que alimentam as raízes, protegem contra doenças e ajudam no armazenamento de carbono, contribuindo para a resistência climática.

Segundo especialistas, o foco passou a estar na interação entre solo, planta e ambiente, em vez de apenas na física ou na química do solo, o que influencia práticas de plantio, deshierbamento e manejo de pragas.

Para o viticultor, essa visão reforça a importância de práticas como a cobertura vegetal, o mínimo revolvimento e a proteção da vida do solo, valorizando o equilíbrio entre produção e saúde ambiental.

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