- A temporada de enxames na América do Norte começou 17 dias mais cedo neste ano, após recordes de calor no verão passado e quedas de colônias.
- Um relatório da Swarmed, rede com mais de dez mil apicultores, aponta início precoce dos enxames e aumento populacional em partes da Califórnia já em dezembro e janeiro.
- Especialistas destacam o papel da praga varroa e do aquecimento global, que podem acelerar a reprodução de abelhas e pressionar ainda mais as colônias.
- A indústria agrícola dos EUA depende da polinização realizada por abelhas, e as perdas de colônias afetam o valor de culturas.
- Climáticas e florais estão se adiantando, levando apicultores a reavaliar práticas de manejo ao longo do ano para acompanhar as mudanças sazonais.
O início da temporada de enxames na América do Norte chegou mais cedo em 2026. Segundo a rede Swarmed, que reúne mais de 10 mil apicultores, os ninhos de abelhas começaram a se mover 17 dias antes do registrado no ano passado. A mudança ocorre após verões e invernos mais quentes.
Especialistas dizem que o aquecimento de inverno acelera o despertar das colônias. Mateo Kaiser, diretor da Swarmed, aponta que muitos apiários da Califórnia já observam aumento populacional em dezembro e janeiro, antecedendo as enxames.
Quatro perguntas para entender: o que aconteceu, quem envolve, quando e onde, e por quê. O que: início precoce da temporada de enxames. Quem: apicultores e a Swarmed. Quando: já no início deste ano, com sinais desde dezembro. Onde: principalmente regiões com invernos mais quentes, como o oeste dos EUA.
A proliferação acelerada de enxames ocorre em meio a perdas históricas de colônias registradas na última temporada. Em 2025, apicultores relataram a queda de mais de 60% das colônias, impactando a produção de polinização agrícola. A subida recente do turismo de flores intensifica esse efeito.
O ambiente também é citado como fator importante. Pesquisadores associam o aumento de enxames a florescimento mais cedo e a ciclos reprodutivos alterados pela mudança climática. Além disso, a praga Varroa destructor preocupa, pois se mostra resistente a controles químicos.
A Varroa ataca a gordura corporal das abelhas jovens, deixando as colônias mais fracas e sujeitas a doenças. Especialistas destacam que invernos mais curtos podem permitir reprodução do ácaro ao longo do ano, elevando o risco de novas perdas.
No plano de manejo, apiários avaliam mudanças no calendário de inspeções, preparo para enxames e adaptação aos padrões de bloom. A ideia é reduzir impactos na produção e manter a polinização para culturas. Técnicos ressaltam que as abelhas são cruciais para o ecossistema.
No fim, pesquisadores e apicultores observam que o efeito do clima sobre o ciclo reprodutivo exige monitoramento contínuo. Estudos com as redes de dados ajudam a entender como as mudanças sazonais afetam a saúde das colônias e a dinâmica de pragas.
Conclui-se que o fenômeno de enxames precoces pode estar ligado a múltiplos fatores climáticos e biológicos. A equivalência entre padrões de florescimento e calendário de reprodução sugere necessidade de estratégias mais flexíveis no manejo das colônias.
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