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Metade dos americanos com menos de 50 anos busca saúde com influenciadores

Pew revela que metade dos adultos com menos de cinquenta anos busca saúde com influenciadores, alterando compreensão de bem‑estar e confiança em normas profissionais

Duas mãos seguram um celular com a tela exibindo o símbolo azul de caduceu, representando medicina. Ao fundo, ícones flutuantes de curtidas e corações em tons de rosa e vermelho sobre fundo azul claro.
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  • Meta de adultos nos EUA com menos de 50 anos: buscar informações de saúde e bem‑estar com influenciadores e podcasters, segundo estudo do Pew Research Center.
  • A análise avaliou quase treze mil contas de saúde e bem‑estar com ao menos cem mil seguidores e mostrou alcance expressivo, com oito por cento das contas tendo mais de um milhão de seguidores.
  • A maioria não são profissionais de saúde convencionais; muitos se descrevem como coaches de dieta ou de vida, empreendedores ou pais.
  • Confiança nesses criadores vem da combinação de vivências pessoais e transparência, ainda que haja queda na confiança em agências governamentais de saúde.
  • Médicos e especialistas alertam para riscos de desinformação; a American Medical Association lançou o podcast Health vs. Hype para checar fatos, enquanto criadores populares como Jay Shetty, Muneeb Shah e Jen Selter ganham grande alcance.

Metade dos adultos nos EUA com menos de 50 anos busca informações de saúde com influenciadores

Metade dos adultos abaixo de 50 nos Estados Unidos já obtém orientações sobre alimentação, sono e saúde mental de criadores de conteúdo. A análise, publicada nessa quinta-feira, avaliou quase 13 mil contas de saúde e bem-estar com mais de 100 mil seguidores cada. O objetivo é mapear quem está dando esses conselhos e o alcance alcançado.

A pesquisa aponta que menos de 20% dessas contas são de profissionais convencionais como médicos ou enfermeiros. Muitos se apresentam como coaches de dieta ou de vida, empreendedores ou pais nas biografias. O estudo mostrou ainda que 8% possuem mais de um milhão de seguidores.

Perfil dos influenciadores

Muitos influenciadores não têm formação médica formal, mas concentram vasto alcance. Cerca de metade dos consumidores afirmou que esses criadores ajudaram a entender melhor o que significa cuidar da saúde. Especialistas ressaltam que esse apelo pode estar ligado à percepção de autenticidade e experiência pessoal.

Alcance e credibilidade

Quase 1 em cada 5 contas não explicou a qualificação para falar de saúde. Ainda assim, essas páginas somam grandes audiências em Instagram, TikTok e YouTube. Pesquisadores destacam que a confiança em agências públicas caiu desde a pandemia, aumentando a receptividade a conteúdos de coaches e empreendedores.

Desafios e impactos

Especialistas destacam os riscos da desinformação quando experiências pessoais viram base para orientações generalizadas. Em seguida, médicos buscam diálogo online, criando conteúdos explicativos ou desmentindo informações enganosas. A AMA lançou um podcast para checagem de fatos sobre tendências de bem-estar.

Considerações finais dos pesquisadores

O estudo não avaliou a qualidade científica das postagens, mas aponta que cerca de 20% dos americanos que consomem esse conteúdo veem as informações como muito diferentes das orientações de seus médicos. Especialistas ressaltam a necessidade de equilíbrio entre acessibilidade de informações e uso de evidências.

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