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Poluição de usinas a carvão reduz geração global de energia solar, diz estudo

Poluição de usinas a carvão reduz geração solar global em 5,8% em 2023, representando 111 terawatts-hora a menos de eletricidade

Vista da usina elétrica movida a carvão conhecida como Fort Martin, nos arredores de Morgantown, na Virgínia Ocidental, EUA
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  • Estudo da University of Oxford e da University College London analisou mais de 140 mil instalações solares e mostrou que partículas na poluição do ar bloquearam cerca de 5,8% da geração global de energia solar em 2023.
  • Em termos absolutos, foram perdidos 111 terawatts-hora de eletricidade, equivalente à produção anual de 18 usinas médias movidas a carvão.
  • O efeito ocorre porque a fumaça do carvão espalha e absorve a luz, reduzindo a quantidade que chega aos painéis e, consequentemente, a geração.
  • A China respondeu por mais de quarenta por cento da energia solar mundial em 2023, mas também registrou as maiores perdas devido à poluição; quase um terço dessas perdas na China estão vinculadas a usinas a carvão.
  • Os pesquisadores alertam que o impacto real pode ser maior, já que a poluição também pode alterar a formação de nuvens; houve avanço na China, que reduziu essas perdas após medidas de emissão.

A poluição gerada por usinas a carvão está reduzindo a produção de energia solar em várias regiões do mundo, segundo estudo recente. A pesquisa, conduzida por universidades britânicas, analisou mais de 140 mil instalações fotovoltaicas globais. Em 2023, partículas no ar bloquearam parte da luz solar que alcança os painéis.

O estudo aponta que a poluição do carvão causou uma queda de cerca de 5,8% na geração global de energia solar. Em termos práticos, isso representou a perda de 111 terawatts-hora de eletricidade, equivalente à produção anual de 18 usinas médias movidas a carvão.

Segundo os autores, a fumaça lançada pela queima de carvão dispersa partículas que espalham e absorvem a luz, reduzindo a radiação disponível para os painéis. A consequência é menos eletricidade gerada, mesmo com avanço da energia solar.

Foco na China

A China, maior produtora de energia solar e grande consumidora de carvão, registrou as maiores perdas associadas à poluição atmosférica em 2023. O estudo aponta que quase um terço das perdas no país está ligado diretamente a usinas a carvão.

Os pesquisadores destacam que o impacto pode ser ainda maior, pois a poluição também altera a formação de nuvens, o que reduz ainda mais a radiação solar disponível para os sistemas fotovoltaicos. O efeito é agravado pela expansão global da energia solar.

A pesquisa ressalta que governos e empresas precisam considerar a poluição ao estabelecer metas de energia limpa. Sem controle da poluição, a capacidade futura de geração solar pode ser subestimada.

Apesar dos desafios, o estudo observa avanços na China, onde regras de emissão mais rígidas e tecnologias menos poluentes em usinas reduziram, gradualmente, as perdas associadas à poluição nos últimos anos.

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