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América Latina aquece mais rápido que o planeta, alerta OMM

Relatório da OMM aponta aquecimento maior na América Latina em relação ao planeta, associando calor extremo a mortes, enchentes, secas e perda de biodiversidade

Por do Sol. - (crédito: Carlos Vieira/CB/D.A Press)
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  • A Organização Meteorológica Mundial aponta que a América do Sul aquece a uma taxa de 0,26% por década e o Caribe e a América Central, 0,25% por década, destacando 1991–2025 como o período mais quente.
  • Entre 2012 e 2021 houve cerca de 13 mil mortes por altas temperaturas por ano em cerca de 17 países, segundo o estudo, que também recomenda registrar oficialmente mortes por calor.
  • No Brasil, o aquecimento é evidenciado por tragédias no Rio Grande do Sul em 2024, com o Nordeste enfrentando estiagens e o Sul, chuvas cada vez mais intensas.
  • Em escala global, enchentes atingiram México, Peru e Equador; a Austrália permanece com queimadas desde 2019, e o calor extremo provocou um grande incêndio em Sydney no último ano.
  • O relatório também destaca o derretimento de geleiras, elevação do nível do mar e formação rápida de ciclones; os oceanos ficam mais ácidos, especialmente no Atlântico e no Pacífico, e o Caribe registra temperaturas mais altas que afetam diversas espécies marinhas.

Omitisfiar: A Organização Meteorológica Mundial divulgou nesta segunda-feira um relatório sobre o aquecimento global. O estudo destaca que a América Latina e o Caribe aquecem em ritmo mais acelerado que o restante do planeta. O pesquisador líder é o climatologista José Marengo.

A análise percorre 125 anos em blocos de 30 anos para medir a velocidade do aquecimento. Na América do Sul, subiu 0,26% por década; no Caribe e na América Central, 0,25% por década. O período de 1991 a 2025 registrou as maiores temperaturas já observadas.

Entre 2012 e 2021, ocorreram cerca de 13 mil mortes anuais relacionadas a altas temperaturas em cerca de 17 países. O estudo enfatiza a necessidade de registrar oficialmente mortes causadas pelo calor para políticas públicas mais eficientes.

No Brasil, o relatório aponta impactos regionais marcados por eventos extremos. O Rio Grande do Sul viveu tragédias em 2024, enquanto o Nordeste enfrenta maior seca. O Sul também registra chuvas mais intensas, em contraste com a seca nordestina.

Desdobramentos globais

Enchentes pesadas atingiram México, Peru e Equador. Ao redor do mundo, queimadas na Austrália persistem desde 2019, com um incêndio significativo em Sydney no último ano. O aquecimento eleva o risco de desastres em várias regiões.

Oceanos e biodiversidade

O estudo aponta derretimento de geleiras e elevação do nível do mar, com impactos em ciclones tropicais. Oceanos tornam-se mais ácidos, especialmente o Atlântico e o Pacífico, afetando espécies marinhas como corais e peixes.

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