Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Antigo oceano moldou paisagens observadas por dinossauros

O oceano Tétis, já extinto, pode ter moldado as montanhas da Ásia Central durante a era dos dinossauros, por forças tectônicas

Antigo Oceano Tétis pode ter moldado montanhas asiáticas vistas pelos dinossauros. (Imagem: Fala Ciência via Gemini)
0:00
Carregando...
0:00
  • O antigo Oceano Tétis pode ter ajudado a formar as montanhas da Ásia Central durante a era dos dinossauros.
  • Estudo publicado na revista Nature Communications Earth and Environment aponta que forças tectônicas ligadas ao oceano extinto teriam influenciado o relevo muito antes do Himalaia.
  • As evidências vêm de modelos de história térmica que unem termocronologia, tectônica do Tétis, simulações climáticas antigas e movimentos do manto.
  • Os resultados indicam que a formação de montanhas ocorreu em alinhamento com mudanças tectônicas do oceano, não apenas por fatores climáticos.
  • A abordagem pode ajudar a explicar outros processos geológicos, como a separação entre Austrália e Antártica, ocorrida há cerca de oitenta milhões de anos.

Um estudo divulgado na Nature Communications Earth and Environment aponta que o antigo Oceano Tétis pode ter moldado a formação das montanhas da Ásia Central durante a era dos dinossauros. A pesquisa questiona a primazia de mudanças climáticas e movimentos do manto na origem do relevo da região.

Os cientistas analisaram décadas de dados geológicos e identificaram evidências de que processos tectônicos ligados ao Tétis tiveram influência muito maior do que se previa. A hipótese é que a subducção dessas placas ativou zonas geológicas na Ásia Central, impulsionando cadeias montanhosas a milhares de quilômetros das áreas de colisão.

A pesquisa sustenta que as montanhas surgiram no período Cretáceo, com vales complexos já presentes para observação dos dinossauros que viviam na região. O estudo utiliza modelos de história térmica para entender como as rochas esfriaram ao serem erguidas.

Para reconstruir o passado, os autores combinaram dados de termocronologia, modelos tectônicos do Tétis, simulações climáticas antigas e movimentos do manto. A convergência dessas informações aponta para uma relação significativa entre o oceano perdido e o relevo.

Os resultados indicam que mudanças tectônicas associadas ao Oceano Tétis coincidiram com a formação montanhosa em Ásia Central. Na leitura dos pesquisadores, o impacto dos processos climáticos teria sido menor do que o esperado.

A abordagem empregada pode servir para explicar outros enigmas geológicos ao redor do mundo. Os autores sugerem que o mesmo método pode revelar detalhes sobre a separação entre Austrália e Antártica, estimada em cerca de 80 milhões de anos.

A constatação reforça a ideia de que a superfície terrestre é moldada por mecanismos complexos ao longo de centenas de milhões de anos. Mesmo oceanos que já não existem deixam marcas duradouras no relevo atual.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais