- O oceano absorve mais de noventa por cento do calor extra do aquecimento global.
- Entre vinte e cinco e trinta por cento das emissões de CO₂ causadas pelo homem são absorvidas pelos oceanos.
- O elo entre clima e oceano é visto como tema estratégico, social e econômico, ainda marginal na discussão climática.
- Em abril de dois mil e vinte e sete, o Rio de Janeiro sediará a conferência da Década do Oceano da ONU, coordenada pela Unesco.
- A pesquisadora Maria Netto afirma que a agenda de clima e oceano não deve ser separada, mas transversal.
O Brasil está atrasado no elo entre clima e oceano, segundo a pesquisadora Maria Netto. O tema ganhará destaque em abril de 2027, no Rio de Janeiro, durante a conferência da Década do Oceano da ONU, coordenada pela Unesco.
O oceano absorve mais de 90% do calor extra causado pelo aquecimento global e entre 25% e 30% das emissões de CO2. Mesmo como potente sumidouro, o oceano costuma figurar de forma marginal nas discussões climáticas.
A agenda de clima e oceano não deve ser separada, mas tratada de forma transversal, defende Netto. O evento no Brasil representa uma oportunidade de ampliar o enfoque institucional e científico sobre o tema.
Conferência internacional em 2027
A conferência no Rio de Janeiro reunirá autoridades, pesquisadores e representantes da sociedade civil para discutir estratégias de adaptação, mitigação e financiamento. A organização é sob a égide da ONU, com participação da Unesco e parceiros.
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