- A bactéria probiótica Leuconostoc mesenteroides, presente no kimchi, pode se ligar a nanoplásticos no intestino e ajudar na eliminação pelas fezes.
- Em testes de laboratório, a bactéria aderiu a até 87% das partículas de nanoplástico analisadas.
- Em camundongos, aqueles que receberam o probiótico eliminaram mais do que o dobro de nanoplásticos pelo intestino em relação aos não expostos.
- Os pesquisadores ressaltam que os resultados são de estágios iniciais, com estudos em laboratório e em animais, e ainda faltam confirmação em humanos.
- A pesquisa foi publicada na revista Agricultural Engineering Bioresource Technology e destaca que microrganismos de alimentos fermentados podem auxiliar no enfrentamento de poluentes modernos.
O estudo, realizado na Coreia do Sul, aponta que bactérias presentes no kimchi podem se ligar a nanoplásticos no intestino humano e ajudar a eliminá-los pelas fezes. O resultado sugere uso de microrganismos de alimentos fermentados como ferramenta biológica.
A pesquisa identificou a bactéria probiótica Leuconostoc mesenteroides no kimchi e demonstrou que ela se adere a partículas de nanoplástico, facilitando a expulsão pelo intestino. Os experimentos incluíram testes de laboratório e avaliação em modelos animais.
A investigação busca entender como reduzir o acúmulo de plástico no corpo, especialmente em órgãos sensíveis. Nanoplásticos, menores que microplásticos, podem atravessar barreiras biológicas com maior facilidade.
Resultados-chave
Nos testes de laboratório, a bactéria aderiu a até 87% das partículas de nanoplástico avaliadas, mantendo eficácia em simulações do intestino humano. Dados ainda precisam ser confirmados em humanos.
Em camundongos, o probiótico levou à eliminação de mais do que o dobro de nanoplásticos pelas fezes, em comparação com animais não tratados. Observações indicam potencial benefício biológico.
Especialistas ressaltam que o estudo está em estágio inicial e ampliação em humanos é necessária. Pesquisas futuras devem esclarecer doses e impactos clínicos.
A equipe destaca que resultados não devem ser interpretados como benefício direto para pessoas ainda. A pesquisa foi publicada na imprensa científica especializada e segue em avaliação pela comunidade científica.
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