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Lula inaugura 4 novas linhas do Sirius voltadas à pesquisa científica

Quatro linhas de luz do Sirius ampliam pesquisas em saúde, energia e minerais críticos, com investimento de R$ 800 milhões em Campinas

do acelerador de partículas Sirius funciona como um “supermicroscópio” capaz de analisar estruturas em escala atômica; na imagem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no centro de pesquisa em Campinas
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  • O presidente Lula inaugurou nesta segunda-feira, em Campinas (SP), quatro linhas de luz do acelerador Sirius no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais, com investimento de R$ 800 milhões.
  • As linhas Tatu, Sapucaia, Quati e Sapê fecham a segunda fase do Sirius, cujo início foi financiado pelo Novo PAC; a primeira fase recebeu R$ 2 bilhões.
  • O Sirius funciona como um “supermicroscópio” que usa luz síncrotron para analisar estruturas em escala atômica, permitindo pesquisar desde proteínas até minerais críticos.
  • Cada linha tem foco específico: Tatu em materiais quânticos e nanofotônica; Sapucaia em nanopartículas, proteínas e medicamentos; Quati em materiais para petroquímica e terras raras; Sapê em materiais avançados para energia, saúde e semicondutores.
  • O governo anunciou o Programa Nacional de Inovação Radical em Saúde, com investimento inicial de R$ 65 milhões e previsão de R$ 600 milhões nos próximos cinco anos, além de obras do laboratório Orion, com $ 1,4 bilhões.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugurou nesta segunda-feira, 18 de maio de 2026, quatro novas linhas de luz do acelerador Sirius, em Campinas, no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (Cnpem). O evento marca a conclusão da segunda fase do projeto Sirius, financiado pelo Novo PAC com recursos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, com investimento de 800 milhões de reais.

As linhas Tatu, Sapucaia, Quati e Sapê ampliam a capacidade de pesquisas em saúde, energia, nanotecnologia e materiais. Cada linha funciona como um supermicroscópio que usa luz síncrotron para analisar estruturas em escala atômica, permitindo investigações de proteínas, minerais críticos e componentes da indústria eletrônica.

O Sirius opera com luz síncrotron para penetrar materiais e revelar características da estrutura molecular. Essa tecnologia facilita avanços em várias áreas, desde telecomunicações até desenvolvimento de novos chips. As quatro linhas fortalecem a atuação do centro em pesquisas estratégicas.

  • Tatu: pesquisa em materiais quânticos, nanofotônica e biomoléculas, com aplicações em telecom e processamento de dados por luz.
  • Sapucaia: estudos com nanopartículas, proteínas, polímeros, catalisadores e fármacos; participa de parceria com China.
  • Quati: investigações em materiais para petroquímica, farmacêutica, além de terras raras e minerais críticos.
  • Sapê: desenvolvimento de materiais avançados para energia, saúde e infraestrutura, com foco em supercondutores e semicondutores para novos chips.

Na cerimônia, o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, descreveu o lançamento como um momento histórico para ciência, saúde e desenvolvimento do Brasil. O evento também integrou o programa de inovação em saúde anunciado junto com o Sirius.

Programa de Inovação em Saúde

O Programa Nacional de Inovação Radical em Saúde visa ampliar a soberania tecnológica brasileira nesse setor. O aporte inicial é de 65 milhões de reais, com previsão de 600 milhões nos próximos cinco anos. O objetivo é reduzir a dependência de tecnologias importadas.

O Cnpem será o centro-âncora do programa, segundo Massuda. O plano busca conectar ciência de fronteira, inovação produtiva e necessidades do Sistema Único de Saúde. Em paralelo, avançam as obras do Orion, complexo laboratorial para pesquisas em patógenos, com investimento de 1,4 bilhão de dólares pelo Novo PAC. O Orion é o primeiro laboratório mundial conectado a uma fonte de luz síncrotron.

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