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Ônibus de 30 metros pode levar até 300 passageiros e substituir três veículos

Ônibus biarticulado de 30 metros, capaz de transportar 300 passageiros, pode substituir três ônibus comuns em corredores de tráfego rápido (BRT), com redução de emissões e custos

Ônibus biarticulado Volvo Gran Artic 300 de 30 metros operando em corredor de BRT urbano
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  • O ônibus biarticulado Volvo Gran Artic 300 tem 30 metros de comprimento e capacidade para 300 passageiros, combinando características de metrô e ônibus de corredor rápido.
  • Em um corredor de BRT, ele pode substituir até três ônibus articulados comuns, reduzindo a frota necessária.
  • O projeto foi desenvolvido no complexo da Volvo em Curitiba, com adaptação ao asfalto irregular e ao clima tropical, mantendo o ar-condicionado em lotação máxima.
  • Exige infraestrutura específica: estações elevadas e corredores largas; não funciona em ruas comuns de bairros.
  • A adoção em massa depende de custos de aquisição, mas pode reduzir congestionamento e custos por passageiro, ao ampliar a eficiência operacional.

O ônibus de 30 metros que pode levar até 300 passageiros é apresentado como uma opção de substituição para três veículos comuns em corredores de ônibus. O modelo em destaque é o Volvo Gran Artic 300, que busca fundir capacidade de metrô com a agilidade de um ônibus em vias urbanas.

Esse biarticulado impressiona pela estabilidade: duas articulações permitem manobras precisas em curvas, com o motorista acionando 30 metros de veículo com a mesma precisão de modelos menores. A partir da aceleração, o sistema se mantém alinhado, reduzindo variações de trajeto nos corredores exclusivos.

  • Comprimento total de 30 metros
  • Capacidade para 300 passageiros
  • Chassi biarticulado de alta resistência
  • Motorização com torque voltado a carga pesada
  • Frenagem inteligente integrada

Capacidade e impacto nos corredores exclusivos

O veículo reduz a necessidade de três ônibus articulados convencionais, contribuindo para menor emissão de poluentes e fluidez no tráfego. A operação mais estável facilita o atendimento a picos de demanda, especialmente em horários de maior movimento nas estações.

O ganho de eficiência também aparece na redução de custos por passageiro, com menor consumo de combustível e manutenção. A prefeitura poderia atender maior demanda sem obras de grande complexidade, como a construção de novas linhas de metrô subterrâneo.

Onde foi desenvolvido e quais limitações aparecem

O projeto teve origem no complexo industrial da Volvo em Curitiba, com adaptação para chão irregular e clima tropical. O ar-condicionado funciona mesmo com lotação máxima, mas a operação depende de infraestrutura específica.

A principal limitação é mercadológica e de infraestrutura: não funciona em ruas comuns de bairros, exigindo estações elevadas e corredores amplos, típicos de sistemas de Bus Rapid Transit. Sem esse ambiente, o tamaño impede manobras em vias estreitas.

Desafios para adoção generalizada e cenários futuros

Ainda há o desafio de custo de aquisição elevado para o setor público. Mesmo assim, especialistas apontam que o custo de não investir pode ser maior, devido ao congestionamento que impacta produtividade de trabalhadores.

Em linhas gerais, a tendência nos centros urbanos é substituir veículos menores por sistemas de alta capacidade. A tecnologia de “pneus com formato ferroviário” favorece uma transição mais rápida do que túneis, adequando cidades à demanda real.

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