- Estudo integrado da Unicamp e da USP revelou oito novas espécies de mariposas no Brasil, antes classificadas como Eois russearia, publicado na Scientific Reports.
- As novas espécies foram batizadas com nomes de orixás do candomblé e da umbanda, em homenagem à cultura afro-brasileira; a oitava leva o nome de Mariana Alves Stanton, coautora que morreu em 2024.
- As ocorrências ficam em diferentes biomas: margens do rio Mogi Guaçu, em São Paulo (Eois iemanja e E. ibeji); Pantanal (E. nanan e E. iogunede); e Amazônia (E. oxumare, E. orumila, E. iroco e E. stantonae).
- A identificação utilizou abordagem integrativa com morfologia, técnicas moleculares e estudo das plantas hospedeiras.
- O trabalho contou com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e do programa BIOTA, destacando a atuação de pesquisadores vinculados ao Jovem Pesquisador.
O estudo Revelando a diversidade críptica: a taxonomia integrativa descobre oito novas espécies de mariposas, publicado na Scientific Reports, aponta que oito espécies foram identificadas no Brasil. A pesquisa revela que muitas mariposas consideradas uma única espécie eram, na verdade, conjuntos de espécies distintas.
A formação do grupo envolveu a Unicamp e a USP, com coleta de morfologia, técnicas moleculares e identificação de plantas hospedeiras na Amazônia. A integração de métodos modernos foi destacada como essencial para descrever as novas espécies.
O foco do trabalho é mostrar a diversidade ainda oculta da fauna brasileira, valorizando a cultura afro-brasileira ao batizar as novas espécies com nomes de orixás. Uma das oito espécies recebeu o nome em memória de uma coautora falecida.
Espécies batizadas e locais
Entre as novas espécies, duas foram encontradas à margem do rio Mogi Guaçu, em São Paulo, sob os nomes Eois iemanja e E. ibeji. No Pantanal, aparecem E. nanan e E. iogunede, ampliando o registro regional.
Na região amazônica, há E. oxumare, E. orumila, E. iroco e E. stantonae, sendo esta última em homenagem a Mariana Alves Stanton, falecida antes da publicação. O conjunto evidencia padrões de distribuição distintos.
Financiamento e autoria
O trabalho integra projetos apoiados pela FAPESP, na modalidade Jovem Pesquisador, e pelo Programa BIOTA. A coautoria envolve pesquisadores da Unicamp e da USP, com participação de equipes locais e colaboração internacional.
As novas espécies foram classificadas a partir de dados morfológicos combinados a evidências genéticas e ao estudo de parasitas e plantas hospedeiras, ampliando o conhecimento taxonômico da região.
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