- Arqueólogos da Dig Alderney encontraram uma pedra da Idade do Bronze com suposto rosto entalhado em Longis Common, Alderney, no Canal da Mancha.
- A peça é um menir erguido verticalmente, com base moldada para fixação no solo, sugerindo intervenção humana.
- O “rosto” pode ter sido esculpido por humanos ou ser resultado do desgaste natural da pedra ao longo de milênios; a confirmação depende de exames futuros.
- A descoberta reforça a ideia de uso contínuo da região por diferentes povos ao longo de milhares de anos e pode indicar rituais ou delimitação de território.
- Pesquisadores planejam dataçãoção e análises de marcas de ferramentas, além de investigar ligações com monumentos megalíticos de regiões como a Bretanha francesa.
Uma pedra da Idade do Bronze com aparência de rosto humano foi encontrada por arqueólogos na ilha de Alderney, no Canal da Mancha. O achado ocorreu durante escavações da Dig Alderney em Longis Common, área estudada desde 2024 por pesquisadores e voluntários.
A peça é um menir, monumento megalítico vertical típico da Europa pré-histórica. A pedra cinza, com superfície áspera e rachaduras naturais, ficou em posição vertical no solo, com base moldada para fixação. Dependendo da luz, os relevos da rocha podem parecer olhos, nariz e traços faciais.
Segundo o arqueólogo Jason Monaghan, secretário da Dig Alderney, pode haver um rosto, mas não há certeza de arte humana. A equipe busca determinar se o efeito é natural ou resultado de intervenção antiga.
Peças semelhantes aparecem em várias regiões da Grã-Bretanha e da Europa Ocidental, muitas ligadas a cerimonialismo, religião ancestral ou delimitação de território. Alguns exemplares apresentam gravuras, outros permanecem lisos.
A descoberta reforça a importância de Longis Common. Em trabalhos anteriores, foram encontrados vestígios da Idade do Ferro e materiais da ocupação alemã na Segunda Guerra Mundial. A Dig Alderney planeja analisar o menir com mais exames.
Investigação em aberto
Exames futuros devem buscar marcas de ferramentas e realizar testes de datação para calcular a idade exata da peça. Os pesquisadores também querem confirmar se houve trabalho humano na formação do suposto rosto.
A pedra pode contribuir para entender conexões culturais entre Alderney e regiões da Europa, como a Bretanha francesa, onde monumentos similares já foram identificados. A equipe pretende divulgar novos resultados nos próximos meses.
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