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Uso intenso de celular pode causar tendinite e outras lesões

Uso intenso de celular pode provocar tendinite e rizartrose; SBCM alerta para lesões por digitação contínua e recomenda pausas para prevenir danos

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  • A Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão alerta para lesões por uso intenso de celular, incluindo tendinite e rizartrose, associadas a movimentos repetitivos.
  • O termo “WhatsAppite” surgiu de um estudo publicado no The Lancet, que descreveu inflamação nos tendões após uma mulher digitar por seis horas com os dois polegares.
  • A rizartrose, artrose na base do polegar, pode provocar dor, rigidez e reduzir movimentos, impactando atividades diárias e a produtividade.
  • Sinais iniciais incluem formigamento e dores difusas, evoluindo para dor intensa e perda de força; buscar avaliação médica cedo.
  • Para prevenir, adotar pausas a cada trinta minutos, usar mais dedos, alongar mãos e manter boa postura; diagnóstico precoce aumenta as chances de cura sem cirurgia.

O uso intenso do celular tem levado a um aumento de lesões por esforço repetitivo, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão (SBCM). O que era visto como desconforto passou a gerar dor frequente em consultórios.

A entidade destaca a chamada “WhatsAppite”, termo criado em 2014 para descrever tendinite causada pela digitação constante. O foco está nas mãos, especialmente nos dedos, durante longos períodos de mensagens.

A origem da expressão está associada a um estudo que chamou a atenção da comunidade médica. Em The Lancet, uma pesquisadora descreveu o caso de uma mulher que segurou o celular por seis horas seguidas, digitando com os dois polegares.

Origem científica da lesão

A pesquisa relatou inflamação intensa nos tendões da mão causada pela repetição de movimentos. Médicos passaram a observar sintomas semelhantes em diferentes faixas etárias ao redor do mundo.

O episódio acendeu o alerta sobre impactos do uso prolongado de smartphones. O padrão repetitivo é apontado como principal responsável pela sobrecarga nas articulações das mãos.

A partir desse caso, a equipe médica passou a acompanhar a evolução de quadros parecidos em pacientes de diversas idades. O foco contínuo é entender melhor a relação entre tempo de tela e lesões.

Riscos para o polegar

A SBCM aponta que a articulação na base do polegar é especialmente vulnerável. A rizartrose, doença que atinge essa região, pode causar dor intensa, rigidez e mobilidade reduzida.

A digitação frequente concentra esforço no polegar, o que eleva o risco de desgaste ao longo dos anos. Em atividades profissionais que exigem precisão, a perda de função do dedo pode comprometer tarefas finas.

O presidente da SBCM, Dr. Roberto Sobania, explica que a base do polegar tem anatomia propícia ao desgaste com movimentos rápidos. Esse fator aumenta a preocupação com hábitos de digitação.

Sintomas iniciais e diagnóstico

Sinais leves, como formigamento e desconforto, costumam ser ignorados no início. Com o tempo, surgem dores que se mantêm e podem reduzir a força para segurar objetos.

Segundo o especialista, a dor tende a piorar e dificultar movimentos simples. Rigidez no punho e nos dedos também é comum quando o quadro avança.

A orientação é buscar avaliação médica precoce ao identificar sinais. Tratamentos conservadores, como fisioterapia e medicação, costumam ser indicados para casos leves.

Prevenção e hábitos ergonômicos

Medidas simples ajudam a reduzir o impacto do uso diário do celular. Pausas regulares, a cada 30 minutos de digitação, são recomendadas.

Alterar a forma de digitar, alternando dedos além do polegar, pode distribuir o esforço. Alongamentos leves de mãos e punhos ajudam a manter a flexibilidade.

Manter boa postura ao usar dispositivos facilita a economia de esforços nos ombros. O objetivo é evitar sobrecarga crônica nas articulações.

A SBCM reforça que a prevenção contínua é a melhor estratégia para evitar lesões recorrentes. Pequenas mudanças diárias podem preservar a função das mãos.

Conscientização e encaminhamento médico

A mudança de hábitos é fundamental para reduzir riscos. Em casos leves, a fisioterapia costuma ser eficaz, com adesão do paciente ao plano de tratamento.

Os especialistas ressaltam que quanto mais cedo a avaliação, maiores são as chances de recuperação sem cirurgia. A descoberta precoce facilita o manejo adequado.

Monitorar o tempo gasto digitando nas redes sociais ajuda a manter a saúde das mãos. A prevenção é vista como parte essencial da qualidade de vida.

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