- Cidades do Peru aprovaram leis que dão direitos jurídicos às abelhas sem ferrão na Amazônia, complementando norma nacional que já as reconhecia como patrimônio biológico do país.
- A nova legislação garante às meliponíneas direito à existência, a populações saudáveis, à regeneração de seus ciclos e a habitats limpos e estáveis, com punições para quem as prejudicar.
- A iniciativa partiu de pesquisas lideradas por Rosa Vásquez Espinoza e pela organização Amazon Research Internacional, com apoio de lideranças indígenas Asháninka e Kukama-Kukamiria.
- Especialistas destacam que as abelhas sem ferrão ajudam na sobrevivência de até oitenta por cento das plantas tropicais, incluindo cacau, café e abacate, e a Amazônia abriga cerca de cento e setenta e cinco espécies.
- O movimento busca impactar políticas públicas, inclui reflorestamento, controle de defensivos e monitoramento científico, e já inspira ações no Peru e uma petição internacional da Avaaz para ampliar a proteção.
Os municípios do Peru aprovaram normas inéditas para garantir direitos legais às abelhas sem ferrão na região amazônica. A medida amplia uma reforma já aprovada pelo Congresso que incluiu esses insetos na lista de patrimônios biológicos protegidos pelo Estado. A mudança cria garantias específicas de proteção.
As novas leis conferem às meliponíneas o direito à existência e à manutenção de populações saudáveis, bem como a viver em habitats estáveis. Desrespeitar as regras pode acarretar punições, com tribunais locais entendendo danos às espécies e ao ecossistema amazônico.
A iniciativa envolve pesquisa científica liderada pela bióloga Rosa Vásquez Espinoza e pela organização Amazon Research International. Estudo mostrou moléculas bioativas no mel utilizado por povos indígenas, fortalecendo vínculos entre ciência e saber tradicional.
Contexto científico e cultural
Trabalho conjunto com comunidades Asháninka e Kukama-Kukamiria destacou a importância cultural e espiritual das abelhas. Pesquisas indicam que derrubada de árvores prejudica o habitat, reforçando a urgência de proteção.
Implicações legais e ambientais
Especialistas do Earth Law Center ajudaram a traduzir estudos para a lei. Prefeitura local deverá promover reflorestamento, controle de defensivos e monitoramento científico, fortalecendo a conservação dos polinizadores.
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