- O surto de ebola na República Democrática do Congo já causou 131 óbitos e há 513 casos suspeitos, com disseminação rápida.
- A Organização Mundial da Saúde declarou emergência de saúde pública internacional, com o diretor-geral destacando preocupação com a escala e a velocidade da epidemia.
- A cepa em circulação é Bundibugyo do ebola, para a qual não há vacina nem tratamento específico.
- A transmissão ocorre por contato direto com sangue, tecidos e fluidos corporais de pessoas ou animais infectados; não há transmissão pelo ar e o período de incubação varia de dois a 21 dias.
- As autoridades ampliam vigilância, monitoramento de viajantes e rastreamento de contatos; os Estados Unidos anunciaram medidas de contenção, como triagens em aeroportos e restrições temporárias de entrada de viajantes da região.
O surto de ebola na República Democrática do Congo se intensificou rapidamente, provocando 131 óbitos e 513 casos suspeitos, segundo autoridades locais. A velocidade da transmissão levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar emergência de saúde pública de importância internacional. O epicentro está na província de Ituri, próximo a Uganda e ao Sudão do Sul.
As autoridades internacionais monitoram a evolução do surto, que envolve a cepa Bundibugyo, para a qual não há vacina nem tratamento específico. A OMS informouestar profundamente preocupada com a escala da epidemia e o risco de disseminação regional.
O que é o ebola
O ebola é uma doença viral grave causada por vírus da família Filoviridae. Afeta humanos e primatas não humanos e pode ter alta mortalidade, chegando a 90% em alguns surtos.
Existem cinco subespécies descritas: Zaire, Sudão, Taï Forest, Bundibugyo e Reston. A cepa Bundibugyo, associada ao surto atual, não possui vacina disponível. O Zaire é a mais letal entre as cepas.
Como o vírus é transmitido
A transmissão ocorre por contato direto com sangue, tecidos e fluidos corporais de pessoas ou animais infectados, vivos ou mortos. Fluidos como saliva, urina, fezes, leite materno e sêmen podem transmitir o vírus.
Superfícies e objetos contaminados também transmitem o vírus. Não há transmissão pelo ar; o período de incubação varia de dois a 21 dias. A transmissão ocorre apenas após o aparecimento de sintomas.
Como e onde ocorreu o primeiro surto
A origem permanece desconhecida, mas morcegos frugívoros são considerados hospedeiros prováveis. O vírus foi identificado pela primeira vez em 1976, no Sudão e na então RDC, próximo ao rio que batiza a doença.
O que está acontecendo na África
O epicentro do surto está na região de Ituri, na RDC, perto das fronteiras com Uganda e Sudão do Sul. Autoridades internacionais acompanham a evolução para orientar respostas regionais.
Quais são os sintomas
Os primeiros sinais são febre, dor de cabeça, fraqueza e diarreia. Em seguida podem ocorrer vômitos, dor abdominal, falha de apetite e, em alguns casos, hemorragias.
Quando a doença se agrava
Após a primeira semana, há possibilidade de evolução para diarreia intensa, náuseas, falência de órgãos e hemorragias. Casos graves podem levar a choque e falência de múltiplos órgãos.
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico é confirmado por PCR. Coletas duas vezes, com intervalo mínimo de 48 horas. No Brasil, as amostras são encaminhadas ao IEC (Instituto Evandro Chagas). Pacientes são isolados para conter a transmissão.
Existe vacina ou tratamento
Vacinas experimentais existem, mas para a cepa Bundibugyo não há vacina aprovada. O tratamento é de suporte clínico, com hidratação e manejo de sintomas. Medidas de prevenção incluem higiene e evitar contato com casos suspeitos.
Há risco de pandemia global?
Até o momento, a OMS não classifica o surto como pandemia. O risco é maior para países vizinhos e regiões com grande circulação de pessoas.
O que os países estão fazendo
Ações de vigilância, monitoramento de viajantes e rastreamento de contatos têm sido ampliadas. Serviços de saúde estão sendo preparados para identificar rapidamente casos suspeitos. Os EUA anunciaram medidas de controle, como suspensão temporária de entrada de certos viajantes da região e triagens aeroportuárias.
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