Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

El Niño pode aumentar casos de dengue no Brasil, com cenário no Sul e Sudeste

El Niño pode elevar casos de dengue no Brasil, com maior impacto no Sul e no Sudeste; vacinas são ponto positivo a considerar

Mosquito com corpo escuro e pernas longas sobre fundo branco uniforme, em close que destaca detalhes das asas e antenas.
0:00
Carregando...
0:00
  • O El Niño, que deve se desenvolver entre maio e julho, pode elevar os casos de dengue no Brasil, com pior cenário no Sul e no Sudeste.
  • O calor e as chuvas intensificam o ambiente para a proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, Zika e chikungunya.
  • Em 2024, a dengue matou mais de seis mil pessoas no país, com cerca de 79,7% das mortes concentradas no Sul e no Sudeste.
  • A oferta de vacinas contra a dengue é apontada como aspecto positivo a considerar, mesmo com avanço mais lento em alguns municípios.
  • Estudos associam o El Niño ao aumento de infestação do mosquito e de casos, fortalecendo a necessidade de vigilância e medidas de prevenção.

O El Niño pode elevar a transmissão de dengue no Brasil, com pior cenário no Sul e no Sudeste, segundo especialistas. O fenômeno tende a aumentar temperaturas no Pacífico e, no país, associar-se a seca no Norte e Nordeste e chuvas no Sul e Sudeste. A dengue é transmitida pelo Aedes aegypti.

Azevedo, pesquisador da Unesp e da USP, afirma que o cenário gera preocupação devido à concentração populacional nessas regiões. A projeção aponta possibilidade de elevação de casos neste ano, em função de condições climáticas que favorecem a infestação do mosquito.

O intervalo de atuação do El Niño deve ocorrer entre maio e julho, segundo autoridades climáticas. A combinação de calor e volume de chuvas favorece criadouros do Aedes, intensificando risco de dengue, zika e chikungunya em áreas urbanas.

A dengue já foi mais letal nos últimos anos, com 2024 registrando grande quantidade de fatalidades no Sul e Sudeste. Pesquisas associam o fenômeno climático ao aumento de casos, internações e mortes, reforçando a importância de vigilância epidemiológica.

Especialistas ressaltam que o El Niño não explica por si só o aumento de casos. A presença de populações suscetíveis e a circulação de diferentes sorotipos também influenciam a deflagração de epidemias, apontam estudos.

A oferta de vacinas contra dengue é citada como aspecto positivo a ser considerado neste cenário. Em algumas cidades brasileiras, a vacinação avança, embora em ritmo ainda lento, segundo pesquisadores. A proteção temporária após contato com o vírus também é destacada.

Pesquisas sobre a relação entre El Niño e Aedes aegypti indicam que o aumento da infestação ocorre em parte devido às mudanças climáticas. Um estudo de 2024 analisou dados de 2008 a 2018 em 645 municípios de São Paulo, associando o fenômeno ao aumento de larvas em recipientes ao ar livre.

Azevedo destaca ainda que, apesar do aquecimento, fatores locais, como manejo de criadouros e campanhas de combate ao mosquito, seguem determinantes para o ritmo de transmissão. A vigilância contínua é essencial para evitar surtos, especialmente no Sul e Sudeste.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais