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Empresas investem em pesquisas subterrâneas para hidrogênio mais limpo e barato

Perfurações no subsolo de Quebec buscam gerar hidrogênio natural via serpentinização, com visão de custo menor e emissões zeradas

Campo de perfuração da Vema em Thetford Mine, no Canadá
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  • Em Thetford Mines, Quebec, na Rússia do Canadá? (nossa leitura: Canadá), a startup Vema Hydrogen perfurou dois poços de 300 metros e injeta água tratada nas rochas ricas em ferro para tentar produzir hidrogênio no subsolo.
  • O objetivo é acelerar a serpentinização, processo que gera hidrogênio natural, com possibilidade de grandes volumes se for economicamente viável.
  • Especialistas dizem que o hidrogênio geológico poderia atender demandas globais por centenas de anos e, segundo o Departamento de Energia, custaria menos de US$ 1 por quilograma para ser produzido.
  • A Vema planeja iniciar produção em escala total em 2028, buscando tornar o hidrogênio geológico mais barato do que as opções tradicionais.
  • Desafios incluem incertezas sobre acumulações, vazamento de gás, impactos ambientais e necessidade de colaboração para compartilhamento de dados e mapeamento de depósitos.

Nos arredores de Thetford Mines, em Quebec, Canadá, uma startup perfura o subsolo em busca de hidrogênio geológico. A Vema Hydrogen perfurou dois poços de teste de 300 metros e injeta água tratada nas rochas ricas em ferro para estimular reações químicas.

A empresa pretende ver se a serpentinização pode gerar hidrogênio de forma contínua e econômica. O objetivo é produzir grandes quantidades de hidrogênio limpo, com emissões reduzidas, que pode substituir combustíveis fósseis em diversos setores.

Pierre Levin, CEO da Vema, acompanha a operação em dia de primavera frio. Ele aponta o potencial de encontrar rochas parecidas em outras regiões, suficientes para abastecer milhões de toneladas de hidrogênio.

UMA DESCOBERTA SUBTERRÂNEA

O hidrogênio geológico surge da reação entre minerais ricos em ferro e água, gerando gás no subsolo. A técnica visa acelerar esse processo para obter produção viável no futuro próximo.

A ideia ganha fôlego após estudos sugerirem reservas subterrâneas capazes de suprir demandas globais por séculos. Pesquisadores ressaltam que ainda não há confirmação de viabilidade econômica ampla.

Empresas de vários países investem na busca por depósitos naturais e em métodos que induzam a produção de hidrogênio sem emissões. O custo, a confiabilidade e o risco ambiental seguem como pontos a serem resolvidos.

O CONTEXTO DO PROJETO DA VEMA

A Vema trabalha com rochas de ofiolito, formações ricas em minerais que já existiram há mais de 400 milhões de anos. A equipe coleta amostras enquanto perfura para observar sinais de serpentinização.

Especialistas ressaltam que barragens de vazamento, variações de rocha e possíveis impactos ambientais precisam ser monitorados com rigor. A empresa já busca licenças e parcerias para avançar o projeto.

A Vema já levantou US$ 15 milhões e pretende ampliar captação de recursos. Caso a produção em escala seja bem-sucedida, a meta é chegar a operações comerciais em 2028, com hidrogênio podendo, no futuro, competir com métodos tradicionais.

A exploração no subsolo permanece desafiadora: ainda não há garantias de que o gás se torne economicamente viável e seguro para uso próximo aos locais de produção. Pesquisadores acompanham o ritmo de avanços para avaliar impactos ambientais.

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