- Cientistas analisaram 66 casos de baleias-jubarte com a boca aberta registrados entre 2014 e 2025 em fotos e vídeos publicados nas redes sociais.
- Os registros envolvem filhotes, juvenis e adultos, com a boca aberta acima ou abaixo da água.
- As ocorrências ocorreram em contextos com ou sem comida por perto, e foram coletadas a partir de pesquisas em várias plataformas (Instagram, Facebook, TikTok, YouTube, X e Bluesky).
- O comportamento, chamado gaping, consome mais energia do que o repouso e não tem benefício claro de alimentação, o que torna seu propósito ainda incerto.
- As hipóteses sugeridas são: pode ser uma forma de comunicação, de alongamento corporal ou de brincadeira; o estudo foi publicado na revista Animal Behavior and Cognition.
Baleias-jubarte ficam com a boca aberta em situação pouco comum e geram hipóteses entre cientistas. O fenômeno, conhecido como gaping, ocorre mesmo quando não há alimento perto e ele não favorece o repouso, o que intriga pesquisadores.
Um estudo analisa 66 registros de redes sociais de baleias com a boca aberta ao longo de 2014 a 2025. Os registros foram feitos em barcos, atividades de natação com baleias e com drones, em locais diversos do mundo.
Os casos envolvem filhotes, juvenis e adultos, com observações acima e abaixo da água. A equipe busca padrões na ocorrência do comportamento e sua possível função, além de considerar o papel de turistas e pesquisadores cidadãos na coleta de dados.
Possíveis explicações e próximos passos
Conforme os pesquisadores, o gaping pode representar comunicação entre animais, alongamento muscular ou uma forma de brincadeira. O estudo foi publicado na revista Animal Behavior and Cognition.
Os autores destacam que operadores turísticos e cientistas cidadãos contribuem com relatos detalhados, ampliando o acervo disponível. Técnicas modernas de registro, como câmeras de qualidade, ajudam na observação de baleias em várias situações.
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