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Missão SMILE une China e Europa para estudar escudo magnético da Terra

Missão conjunta entre ESA e CAS busca mapear a magnetosfera globalmente, elucidando a transferência de energia do Sol para a Terra

Imagem de uma mancha solar capturada pelo TRACE, um observatório solar da Nasa: monitorar e entender a atividade solar e como ela afeta nosso planeta é cada vez mais fundamental diante dos impactos que ela pode ter na tecnologia moderna de que tanto dependemos. Wikimedia commons, CC BY
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  • A missão SMILE, parceria entre a Agência Espacial Europeia e a Academia Chinesa de Ciências, vai investigar pela primeira vez a conexão entre o Sol e a Terra, por meio da magnetosfera.
  • O objetivo é obter uma visão global do sistema Sol–Terra, observando como a energia solar interage com a magnetosfera e a ionosfera.
  • A sonda será lançada na madrugada de dezenove de maio de dois mil e vinte e seis, a bordo de um foguete Vega-C, da Guiana Francesa, e seguirá uma órbita extremamente elíptica a cerca de cento e vinte e um mil quilômetros acima do hemisfério norte.
  • SMILE contará com quatro instrumentos para analisar partículas, campos magnéticos e emissões em raios X e ultravioleta, visando responder como a energia solar entra na magnetosfera e como se provocam perturbações geomagnéticas.
  • Os resultados devem contribuir para entender e mitigar impactos do clima espacial em satélites, navegação, comunicações, aviação e redes elétricas, além de ampliar o conhecimento sobre auroras boreais e austrais.

A missão SMILE une especialistas da Agência Espacial Europeia (ESA) e da Academia Chinesa de Ciências (CAS) para investigar pela primeira vez a ligação entre o Sol e a Terra por meio da magnetosfera. O objetivo é compreender como o vento solar interage com o campo magnético terrestre, gerando mudanças na atmosfera superior e nas tecnologias em uso.

A ideia é mapear de forma global esse sistema dinâmico. A SMILE observa a magnetosfera, a ionosfera e o vento solar em conjunto, oferecendo uma visão que vai além das medições isoladas feitas no passado. Com isso, busca-se esclarecer como a energia solar é transferida para o espaço próximo à Terra.

O lançamento ocorreu na madrugada de 19 de maio de 2026, a partir da base de foguetes Vega-C, na Guiana Francesa. A sonda adotará uma órbita altamente elíptica, a cerca de 121.000 km de distância sobre o Hemisfério Norte, permitindo observar grandes regiões da magnetosfera de uma só vez.

Órbita, instrumentos e o que será medido

A trajetória favorece observar a magnetosfera de forma ampla, algo inviável com sondas em órbitas baixas. Quatro instrumentos científicos medirăo partículas, campos magnéticos e emissões em raios X e ultravioleta. Assim, será possível responder como a energia solar entra na magnetosfera e o que desencadeia perturbações magnéticas.

Além disso, a missão acompanhará as auroras boreais e austrais, relacionando as mudanças magnéticas com a aparência luminosa na atmosfera superior. A abordagem integrada permite associar eventos no ambiente magnético a efeitos observáveis na ionosfera.

Implicações práticas e contexto científico

Os resultados da SMILE devem melhorar a compreensão dos impactos do clima espacial em satélites, navegação, comunicações e redes elétricas. Eventos extremos no Sol podem provocar tempestades geomagnéticas com consequências tecnológicas relevantes para a sociedade.

Ao conectar o estudo básico com aplicações, a missão oferece dados para prever e mitigar efeitos de atividades solares intensas. O trabalho contribuirá para a construção de modelos que relacionem o vento solar à resposta da magnetosfera e da atmosfera.

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