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Nova diretriz europeia atualiza tratamento da acne após quase 10 anos

Nova diretriz europeia atualiza o tratamento da acne: restringe antibióticos, reforça isotretinoína para casos graves e requer acompanhamento médico

Diretriz europeia: isotretinoína segue sendo indicada como principal tratamento para acne grave
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  • A EuroGuiDerm publicou a nova diretriz europeia sobre acne, a primeira atualização desde 2016, com recomendações diferenciadas por gravidade da doença.
  • Para acne leve, comedoniana, o tratamento segue com opções tópicas como retinoides (adapaleno), peróxido de benzoíla e ácido azelaico; já na acne papulopustulosa pode haver combinação de tratamentos tópicos com antibióticos orais, com uso limitado a cerca de três meses para evitar resistência.
  • Entre antibióticos, a diretriz privilegia doxiciclina e limeciclina; a azitromicina foi desaconselhada por aumentar riscos de resistência.
  • Na acne grave, a isotretinoína oral é a principal recomendação, com doses entre 0,3–0,5 mg/kg/dia em casos moderados e acima de 0,5 mg/kg/dia nos mais graves, geralmente por pelo menos seis meses; pode ocorrer “flare” inicial, havendo possibilidade de corticoides em casos severos.
  • Tratamento hormonal é considerado para mulheres com acne moderada a grave, especialmente com SOP, incluindo anticoncepcionais combinados e espironolactona, sempre com acompanhamento médico e controle de gravidez durante o uso.
  • O peróxido de benzoíla é mantido como ativo importante, com ausência de evidências de aumento de câncer relacionado ao uso; segue útil para controlar bactérias sem incentivar resistência.
  • Reforço na orientação médica e no acompanhamento dermatológico para evitar automedicação, uso inadequado de antibióticos, isotretinoína e terapias hormonais, que exigem avaliação individualizada.

A EuroGuiDerm divulgou a nova atualização da diretriz europeia sobre o tratamento da acne, a primeira desde 2016. O documento classifica a doença por gravidade e reforça a necessidade de evitar automedicação e uso prolongado de antibióticos. A atualização aborda cravos, espinhas, opções terapêuticas e riscos associados.

Para casos leves, a diretriz prioriza tratamentos tópicos, como retinoides, especialmente adapaleno, aliado a peróxido de benzoíla e ácido azelaico. Já nas formas inflamadas, a recomendação envolve combinação de terapias tópicas e, quando necessário, antibióticos orais com cautela.

Nos quadros moderados a graves, a isotretinoína oral surge como principal opção. A dosagem varia conforme a gravidade, cabendo séries de pelo menos seis meses. A diretriz alerta para o fenômeno de “flare” no começo do tratamento e admite uso temporário de corticoides em casos mais intensos.

Tratamento por gravidade

Casos leves de acne, marcados por cravos, mantêm foco em terapias tópicas e ativos como adapaleno, peróxido de benzoíla e ácido azelaico. Espinhas infladas podem exigir abordagem combinada com antibióticos apenas quando necessário.

Antibióticos orais devem ser usados com parcimônia, para reduzir o risco de resistência bacteriana. Entre as opções, a doxiciclina e a limeciclina aparecem como preferenciais, enquanto a azitromicina perde espaço na recomendação.

Acne grave e isotretinoína

Para quadros graves, a isotretinoína é recomendada como tratamento central, com dose entre 0,3 e 0,5 mg/kg/dia em moderações e acima de 0,5 mg/kg/dia em casos mais severos. A duração costuma ser de pelo menos seis meses.

A diretriz reforça a necessidade de contracepção durante o uso da isotretinoína, devido a riscos à gravidez. Em fases iniciais de tratamento, pode ocorrer piora da acne, justificando monitoramento próximo.

Tratamento hormonal e outras opções

Terapias hormonais entram como complemento para mulheres com acne moderada a grave, especialmente quando há influência hormonal, como na SOP. Anticoncepcionais combinados podem ajudar, inclusive quando há desejo de contracepção.

A espironolactona recebe atenção na atualização. O medicamento atua bloqueando efeitos hormonais da acne; seu uso é off-label em muitos países, porém há evidências de benefício em casos hormonais. Inicia-se geralmente com 50 mg/dia, aumentando para 100 mg/dia conforme tolerância.

Segurança e acompanhamento médico

A diretriz reforça a importância do acompanhamento dermatológico, pois diferentes tipos exigem avaliações individuais. O uso de antibióticos, isotretinoína e terapias hormonais requer monitoramento de efeitos colaterais e contraindicações.

O peróxido de benzoíla é mantido como aliado importante, sem evidências atuais de relação com câncer. A observação considera que o ativo ajuda a controlar bactérias sem aumentar a resistência.

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