- A Organização Mundial da Saúde alertou que o Ebola pode estar se espalhando mais rapidamente do que se pensava, com casos potencialmente ampliados para outras regiões.
- No Congo, o epicentro fica em Ituri, com 136 mortos e mais de 514 casos suspeitos; houve também uma morte em Uganda.
- Estudos do Centro MRC indicam subnotificação substancial e sugerem que já podem existir mais de mil casos no surto.
- A propagação já atingiu a região de Kivu do Sul e a cidade de Goma; fronteiras foram fechadas por países vizinhos e medidas de prevenção foram anunciadas.
- A OMS declarou emergência internacional e já foram liberados quase US$ 4 milhões para o combate, com necessidade de recursos adicionais.
O Ebola pode estar se espalhando com maior rapidez do que se cogitava, conforme alerta da Organização Mundial de Saúde (OMS).informações de especialistas indicam que o vírus já pode ter atingido novas regiões, com mais de mil infectados sob análise. O epicentro fica na República Democrática do Congo (RDC), onde moradores relatam casos graves e mortes rápidas.
Na RDC, o surto atinge Ituri, no nordeste, onde autoridades relatam ao menos 136 óbitos. Ao menos 514 casos suspeitos foram registrados, com uma morte também relatada na Uganda, fronteira com a RDC. Médicos da OMS destacam evidências crescentes de disseminação além do foco inicial.
Modelos de análise divulgados pelo Centro MRC de Londres indicam subnotificação substancial, sugerindo que a magnitude pode superar o número de casos estimado até o momento. Segundo as projeções, já há possibilidade de mais de mil infecções.
Situação e impactos locais
Moradores de Ituri relatam medo e mudança de hábitos, como maior cuidado com higiene. Alguns citam necessidade de equipamentos de proteção, como máscaras, para diminuir riscos de transmissão. A população enfrenta deslocamentos internos em meio a uma região insegura.
A região já sofre com conflitos e infraestrutura de saúde fragilizada. Hospitais danificados e grandes deslocamentos aumentam a vulnerabilidade. A Cruz Vermelha alerta para o risco de agravamento se não houver identificação precoce de casos e informações às comunidades.
Ações e respostas oficiais
O presidente da RDC, Félix Tshisekedi, manteve reunião de crise e pediu calma aos cidadãos. A OMS declarou o surto como emergência internacional, após a confirmação por Tedros Adhanom Ghebreyesus. A agência e outras organizações já mobilizam recursos e apoio técnico.
A OMS autorizou liberação de quase US$ 4 milhões para enfrentamento inicial, com a expectativa de que sejam necessários mais recursos. Não há vacina para a cepa atual, a Bundibugyo, e pesquisas avaliando opções de tratamento continuam em andamento.
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