Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Pequenos agricultores não são o elo fraco da proteção florestal

Pequenos agricultores não são risco único: é essencial apoio de longo prazo, legitimação de direitos e parcerias estáveis para manter florestas.

Rice paddies, forest, and agroforest in West Kalimantan, Indonesia. Photo by Rhett Ayers Butler
0:00
Carregando...
0:00
  • O texto defende que pequenos agricultores não são o elo fraco na proteção florestal, destacando que muitas iniciativas tratam-nos como risco, quando são parte central do manejo da terra na Indonésia.
  • A High Carbon Stock Approach (HCSA) criou, com participação de empresas, ONGs e outras partes, uma metodologia de referência para evitar desmatamento, mas sua implantação enfrentou limitações em áreas com comunidades locais e pequenas propriedades.
  • Para facilitar a participação dos pequenos agricultores, foi desenvolvido o Dando um Toolkit Simplificado para Pequenos Agricultores na Indonésia, centrado no conhecimento local, consentimento livre, prévio e informado e mapeamento de florestas e terras comunitárias.
  • Em 2024 foi publicado o toolkit, e em 2026 a fundação Farmers for Forest Protection (4F) intensifica atuação em Kalimantan, conectando proteção florestal a produção agrícola e apoio institucional, com apoio de organizações filantrópicas e da Agência Nacional de Pesquisa e Inovação da Indonésia.
  • A reportagem reforça a necessidade de compromisso de longo prazo de doadores, governos e empresas, para que comunidades locais recebam direitos, incentivos e mercados estáveis, evitando que a proteção florestal seja vista como bônus de curto prazo.

Smallholders não são o elo fraco na proteção florestal, afirma especialista. Em cadeias de fornecimento livres de desmatamento, costumam ser vistos como risco. Ao longo de anos em sustentabilidade corporativa, ela reforça a necessidade de entender esse desafio.

Ela relata que, no início da carreira, acreditava ser necessário impor padrões, mas descobriu que a proteção efetiva depende do envolvimento direto das comunidades. Muitas conversas duras com comunidades mudaram sua visão.

Em particular, a autora cita o Longo Caminho para a toolkit de desmatamento zero, desenvolvido com participação de organizações de pequenos produtores. O objetivo é simplificar regras para que cheguem a áreas com menor risco de desmatamento.

Contexto técnico e institucional

O conjunto de princípios HCSA (High Carbon Stock Approach) foi criado para embasar decisões empresariais com base em dados científicos. Contudo, a aplicação prática esbarra na diversidade de posse e uso da terra na Indonésia.

Pequenos produtores representam boa parte das áreas plantadas no país, especialmente no setor de óleo de palma. Eles variam entre famílias de baixa renda e produtores com maior escala, acesso a insumos e compradores.

Desafios de implementação

Alguns compromissos de desmatamento zero criam custos para os pequenos, que precisam de mapas, documentação e rastreabilidade. Sem apoio, há risco de deslocamento de desmatamento para áreas menos monitoradas.

Para enfrentar isso, a fundação Deforestation-Free Toolkit for Smallholders foi criada para Indonesia, com abordagem descentralizada que valoriza saberes locais e consentimento livre, prévio e informado.

Experiência de campo e lições

A autora relembra visitas a Sanggau, West Kalimantan, onde comunidades alertam: a floresta tradicional é parte de uma vida longa, não apenas de projetos. O pedido é por reconhecimento legal, incentivos e apoio de longo prazo.

Eles afirmam que não são apenas um projeto, mas pessoas ligadas à terra há séculos. Pedem segurança de direitos, apoio para manter florestas e integração com políticas públicas e compradores.

Avanços e parcerias

Em fevereiro de 2026, a equipe da 4F chegou a Sanggau com apoio de uma organização filantrópica dos EUA e parceria com o Instituto Nacional de Pesquisa e Inovação (R&D). O foco é demonstrar conexões entre proteção florestal e produção de culturas saudáveis.

A parceria visa mostrar como commodities livres de desmatamento podem se conectar a um mercado, com suporte a governos locais, sociedades de pequenos produtores e compradores.

Caminho adiante

A prática evidencia que proteger florestas depende de apoio contínuo, especialmente para mapas, regularização de terras e ligações de mercado estáveis. A mudança depende de manter investimentos ao longo de anos, não de ciclos de projeto.

O texto conclui que pequenas comunidades não são liabilities, mas parceiras com conhecimento, direitos e responsabilidades. Para manter as florestas, governantes, doadores e empresas precisam estruturar apoio de longo prazo.

Sobre a autora

Aida Greenbury atua como líder em sustentabilidade e políticas de uso da terra, com atuação na Ásia. Ela já ocupou posição executiva em grande empresa de florestas e papel, contribuindo para compromissos sem desmatamento e inclusão de pequenos produtores.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais