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Philip Morris aposta inovação para avançar na regulação de produtos sem fumaça

PMI aposta em ciência e inovação para moldar regulações de nicotina sem fumaça, destacando redução de danos e referências internacionais

Cientistas, especialistas e executivos da Philip Morris discutem o futuro da indústria tabagista com produtos à base de nicotina sem fumaça - (crédito: Roberto Fonseca/CB/D.A.Press)
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  • O Technovation 2026, em Estocolmo, reúne executivos da Philip Morris para discutir ciência, inovação e regulação de produtos de nicotina sem fumaça.
  • A PMI afirma que a inovação e as evidências científicas devem guiar políticas públicas, com foco em reduções de danos e alternativas sem combustão como vape, tabaco aquecido e produtos orais.
  • A empresa diz ter investido mais de US$ 16 bilhões em P&D e comercialização de produtos sem fumaça; a aquisição da Swedish Match, em 2022, por US$ 16 bilhões, é citada como parte da estratégia.
  • A Suécia é apresentada como referência, com queda de fumantes de 35% nos anos 1980 para 5,4% hoje e menor incidência de doenças relacionadas ao tabaco em relação à média europeia.
  • No Brasil, a Anvisa mantém a proibição de dispositivos para fumar; o uso de vapes cresceu 600% em seis anos, chegando a 3 milhões em 2024, e a experimentação entre 13 a 17 anos foi de 29,6%.

Estocolmo recebe hoje e amanhã o Technovation 2026, promovido pela Philip Morris International (PMI). O evento discute a ciência por trás de produtos de nicotina sem fumaça e o papel das regulações globais sobre inovação tecnológica e redução de danos.

Executivos, pesquisadores e especialistas estão reunidos para analisar como evidências científicas podem moldar políticas públicas. O foco é entender como novas tecnologias sem combustão, como vaporizadores, tabaco aquecido e opções orais, ganham espaço no debate regulatório.

A PMI defende que inovações costumam enfrentar resistência inicial e que regulações demoram a acompanhar avanços tecnológicos. A apresentação enfatiza que reduzir danos pode ampliar ganhos em saúde pública se as regras se adaptarem mais rapidamente.

O evento cita como referência a Suécia, onde a taxa de fumantes caiu para 5,4% e a incidência de doenças relacionadas ao tabaco ficou 40% abaixo da média europeia. Produtos orais de nicotina, como snus, são citados como parte do histórico de redução de danos.

No aspecto tecnológico, a PMI aponta que a evolução atual deve-se à miniaturização de componentes de dispositivos, que permite controle de temperatura sem combustão. A empresa informa ter investido mais de US$ 16 bilhões em pesquisa, desenvolvimento e comercialização de produtos sem fumaça.

Segundo dados apresentados, 99,7% do orçamento de P&D da PMI é destinado a esses produtos. A PMI atua em 106 mercados e soma cerca de 43 milhões de usuários, com aproximadamente 70% tendo abandonado o cigarro tradicional. A aquisição da Swedish Match, em 2022, também é citada como parte da estratégia.

No Brasil, o cenário é diferente. A Anvisa mantém proibição de fabricar, importar ou comercializar dispositivos para fumar. Ainda assim, o uso de vapes cresceu significativamente, e pesquisas indicam aumento no consumo entre adolescentes e na proportion de fumantes entre 2023 e 2024.

O Technovation, realizado em Estocolmo, reúne decisões, dados demográficos e projeções sobre o futuro da indústria de nicotina sem fumaça. O objetivo é esclarecer como ciência e tecnologia podem informar políticas públicas de forma neutra e baseada em evidências.

Fonte: cobertura do evento realizada por equipes de imprensa credenciadas. O conteúdo foi adaptado para informar o público com foco factual, evitando opinões e linguagem subjetiva. O texto não divulga contatos de terceiros e não utiliza links.

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