- Einstein Hospital Israelita e a Philips criaram um centro de inovação em saúde para desenvolver uma ferramenta de inteligência artificial que auxilie a inserção de DIUs no SUS.
- O primeiro projeto usa ultrassom para verificar se o DIU está posicionado corretamente, buscando reduzir gravidez indesejada e complicações como dores e infecções.
- Existem dois tipos de DIU: o de cobre e o hormonal; o posicionamento inadequado pode ser assintomático e detectado principalmente por ultrassom transvaginal.
- Dados do Conselho Nacional de Enfermagem indicam que cerca de quinze por cento das inserções apresentam algum problema de posicionamento.
- O centro terá duração de cinco anos e foca no desenvolvimento, validação e produção de tecnologias com uso de IA para diagnóstico por imagem e monitoramento de pacientes, com aplicação tanto no SUS quanto no setor privado.
O Einstein Hospital Israelita e a Philips criaram um centro conjunto de inovação em saúde com o objetivo de ampliar o acesso ao DIU pelo SUS. O primeiro projeto é o desenvolvimento de uma ferramenta de inteligência artificial que usa ultrassom para verificar o posicionamento do DIU e reduzir falhas que possam levar a gravidez indesejada ou complicações.
A iniciativa foca na saúde feminina e utiliza o exame de ultrassom para confirmar que o dispositivo está na posição correta. O método busca padronizar a avaliação e aumentar a confiabilidade do procedimento.
Existem dois tipos de DIU, o de cobre e o hormonal, conforme classificação médica. A checagem por ultrassom pode detectar desalinhamentos que, muitas vezes, passam despercebidos no exame clínico.
Dados e objetivos do projeto
Dados do Cofen apontam que aproximadamente 15% das inserções apresentam problemas de posicionamento. O centro utiliza algoritmos de visão computacional para identificar a localização do DIU dentro da cavidade uterina com maior precisão.
André Duprat, diretor-geral da Philips Brasil, afirma que a tecnologia permitirá aos profissionais visualizar com clareza como o DIU está posicionado e manter um padrão de qualidade superior. O objetivo é oferecer diagnósticos por imagem mais confiáveis.
O Centro Colaborativo de Inovação terá atuação prevista de cinco anos, voltada ao desenvolvimento e validação de tecnologias para monitoramento de pacientes com uso de IA. O foco é transformar a tecnologia em soluções aplicáveis tanto no SUS quanto no setor privado.
Rodrigo Demarch, executivo de Inovação do Einstein, explica que o projeto é tecnológico e não assistencial. O plano é validar a tecnologia e prepará-la para produção, com aplicações futuras em saúde pública e privada.
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