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Startup afirma reciclar plástico industrial com 90% menos água

Vaique afirma reduzir em até noventa por cento o uso de água na reciclagem de plástico industrial, eliminando etapas e abrindo caminho para mais reaproveitamento

Homemcamisa preta segura em uma mão pedaços de plástico branco triturado e na outra uma caixa de plástico transparente. Bandeja plástica (à esquerda) produzida com resíduos industriais que seriam descartados
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  • Vaique, startup brasileira, afirma ter criado o método Loop para reciclar plástico industrial com até 90% menos água, eliminando etapas como lavagem, granulação, reprocessamento e peletização.
  • A tecnologia usa a prensagem dos resíduos, reduz 76% o consumo de energia e emite 85% menos dióxido de carbono, produzindo peças recicladas para uma indústria de cosméticos.
  • O foco é o plástico leve, presente em sacolas, embalagens e insumos da construção; no Brasil, apenas 9,6% desse material é reciclado.
  • Os resíduos poderiam voltar às próprias empresas geradoras, na forma de displays e itens que não exigem plástico virgem, com objetivo de ampliar a economia circular; a ideia é adotá-la em modelo wall-to-wall, perto das indústrias geradoras.
  • A patente foi depositada no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual; a startup já projeta faturamento acima de R$ 100 milhões em cinco anos, com poucos grandes clientes.

A Vaique, startup brasileira de cleantech criada no fim de 2022, afirma ter desenvolvido um método para reciclar plástico industrial com redução de até 90% no consumo de água. A tecnologia substitui etapas tradicionais do processo, como lavagem, granulação, reprocessamento e peletização.

Segundo a empresa, o novo processo de prensagem de resíduos reduz significativamente a pegada hídrica e também consome 76% menos energia, além de emitir 85% menos dióxido de carbono. A inventividade recebeu registro no INPI sob o nome Loop.

O foco inicial é o plástico leve, presente em sacolas, embalagens e insumos da construção civil. Em 26 países foi realizada uma verificação de patente que não identificou tecnologias similares, segundo a Vaique. A startup já fabrica peças com plástico coletado em uma indústria de cosméticos.

O que mudou no processo

  • A Vaique elimina etapas da reciclagem convencional, encurtando a cadeia de processamento.
  • A empresa projeta reduzir custos ao evitar aquisição de material virgem quando possível.
  • O objetivo é store de fábrica para fábrica, com plantas instaladas ao lado de geradores de resíduos.

Quem participa e onde

  • Isaac Jarlicht, diretor de estratégia, afirma que apenas 9,6% do plástico leve é reciclado no Brasil hoje. A empresa atua no Rio de Janeiro, com a produção inicial de itens pequenos.
  • Leonardo Jarlicht, diretor industrial, sustenta que o plástico reciclado pode se tornar ativo ambiental para as companhias, dadas as vantagens de custo e eficiência.

Próximos passos e desafios

  • A Vaique pretende ampliar o modelo wall-to-wall, instalando unidades junto às indústrias geradoras de resíduos para reduzir emissões de transporte.
  • O desafio é convencer grandes geradoras a aderirem às metas de reciclagem estabelecidas por decreto federal de 2025.
  • A empresa ainda não processa resíduos pós-consumo, mantendo o foco no descarte industrial próprio de cada filiação.

Situação atual e projeções

  • A Vaique já produz as primeiras peças com material coletado, retornando os resíduos às fabricantes como bandejas de transporte de tampas.
  • A empresa não revela nomes de clientes por contrato de confidencialidade, com investimento inicial totalmente próprio.
  • As perspectivas indicam potencial de faturamento acima de R$ 100 milhões nos próximos cinco anos, segundo a diretoria, dependendo de adesão de grandes clientes.

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