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Telescópio subterrâneo na Antártida detecta flashes azuis de neutrinos

Observatório IceCube detecta neutrinos no gelo antártico; expansão Gen2 amplia o volume de 1 km³ para 8 km³ e eleva sensibilidade e alcance científico

Ilustração mostra neutrino gerando luz Cherenkov no gelo
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  • O IceCube Neutrino Observatory fica sob o gelo da Antártida, ocupando um volume de um quilômetro cúbico para detectar neutrinos que atravessam a Terra.
  • Neutrinos são partículas praticamente sem massa e sem carga; cerca de 100 trilhões atravessam o corpo humano por segundo sem interagir.
  • O detector registra flashes de luz Cherenkov gerados quando neutrinos colidem no gelo, com fotomultiplicadores convertendo os sinais em dados.
  • Desde 2013, o IceCube confirmou neutrinos com energias de aproximadamente 1 PeV e opera, em média, cerca de 100.000 neutrinos por ano.
  • Em 2026 houve a expansão Gen2: sete novos cabos com sensores, perfuração térmica de 5 megawatts e aumento do volume para oito quilômetros cúbicos, ampliando a capacidade de observação.

Um observatório subterrâneo na Antarctica detecta neutrinos através de flashes de Cherenkov no gelo. O IceCube Neutrino Observatory ocupa 1 quilômetro cúbico de gelo para captar partículas que atravessam a Terra, abrindo caminho para a nova era da astronomia de altas energias.

Neutrinos são partículas muito pequenas, quase sem massa e sem carga. Elas viajam intactas pelo cosmos e trazem pistas sobre buracos negros, supernovas e outros eventos extremos. O detector responde a esses sinais captando a luz azul gerada na passagem pelo gelo.

A construção ocorreu entre 2004 e 2011, com perfuração térmica de água a 88 °C que derreteu o gelo para instalar 86 cabos verticais com sensores. O processo envolveu jet de água quente, descida de 60 módulos ópticos e recongelamento de duas semanas antes da operação estável.

Detecção e funcionamento no gelo antártico

A escolha pela transparência e pela baixa radioatividade do gelo permite registrar neutrinos cósmicos. Quando há colisão com núcleos, surgem fontes secundárias que geram flashes ultrarrápidos de luz. Os fotomultiplicadores convertem cada pulso em dados de alta precisão.

Resultados e marcos científicos

Desde 2013, o IceCube confirmou neutrinos com energias próximas a PeV. Em anos seguintes, identificou emissões de um blazar a 3,7 bilhões de anos-luz e captou eventos na Via Láctea. A média é de cerca de 100 mil neutrinos por ano filtrados para origem cósmica.

Expansão Gen2 em 2026 e o que muda

A expansão Gen2 adiciona sete cabos com sensores de nova geração no núcleo da estrutura. Um sistema de perfuração térmica de 5 megawatts foi acionado para instalar novas esferas de detecção. O projeto prevê bilhões de horas de observação a mais.

Metas técnicas da próxima geração

O IceCube Gen2 aumenta o volume para até 8 quilômetros cúbicos e amplia a capacidade de detecção com rastreamento óptico e de ondas de rádio. A melhoria mira ampliar a precisão na identificação de fontes cósmicas e reduzir ruídos atmosféricos.

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