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Vida urbana aumenta ousadia e agressividade de animais, aponta estudo global

Estudo global com 133 espécies em 28 países mostra que vida urbana torna animais mais ousados e agressivos, aumentando riscos de conflitos com humanos

Cidades ao redor do mundo estão transformando o comportamento da fauna — Foto: Catherine Falls Commercial/Getty Images
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  • Estudo global com oitenta pesquisas em vinte e oito países analisou 133 espécies, entre aves, mamíferos, anfíbios, répteis e insetos.
  • Concluiu que animais urbanos tendem a ser mais ousados, agressivos, ativos e exploradores do que indivíduos da mesma espécie em áreas rurais.
  • As aves responderam pela maior parte dos dados, representando mais de setenta por cento; insetos, anfíbios e répteis somam cerca de dez por cento.
  • Os cientistas dizem que a urbanização modifica o comportamento de forma consistente e previsível em diferentes regiões do mundo.
  • O estudo destaca a necessidade de planejamento urbano com corredores verdes e áreas conectadas para reduzir o isolamento genético e conflitos com a fauna.

O estudo global, publicado na Journal of Animal Ecology e divulgada pelo Phys.org, avaliou comportamentos de animais urbanos versus rurais. Foram analisadas 80 pesquisas, envolvendo 133 espécies em 28 países.

Os resultados indicam que animais em áreas urbanas tendem a ser mais ousados, agressivos, ativos e exploradores. A maior propensão ao risco foi o aspecto mais marcante observado pelos pesquisadores.

As aves representam mais de 70% dos dados. Insetos, anfíbios e répteis aparecem com apenas about 10% das pesquisas, revelando lacunas no entendimento sobre impactos da urbanização nesses grupos.

Desdobramentos

A urbanização parece aumentar o contato com a vida silvestre, elevando potenciais conflitos com humanos e o risco de transmissão de doenças zoonóticas, segundo os autores.

O estudo enfatiza a necessidade de planejamento urbano que inclua corredores verdes e áreas conectadas, para reduzir o isolamento genético de populações animais nas cidades.

Anne Charmantier, pesquisadora do CNRS e coautora, aponta que há desequilíbrio na produção de dados entre grupos animais, com maior foco em aves do que em anfíbios, répteis ou insetos.

Implicações para políticas públicas

Os resultados sugerem que as cidades devem considerar a fauna local na elaboração de estratégias de convivência, buscando reduzir riscos para pessoas e animais e promover biodiversidade urbana.

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