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Carvão em alta no mundo ofusca expansão de painéis solares

Carvão volta a ganhar espaço, prejudica painéis solares e gera perda equivalente à produção de dezoito usinas a carvão

Imagens | Nature, David Dalton
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  • Um estudo da Universidade de Oxford e do University College London analisou mais de 140 mil instalações fotovoltaicas ao redor do mundo por meio de imagens de satélite.
  • Concluíram que a poluição causada pelo carvão faz as usinas solares renderem 5,8 por cento a menos do que poderiam.
  • Os dados correspondem ao ano de 2023.
  • A perda de produção é equivalente à geração de 18 usinas a carvão de médio porte.
  • Pesquisadores destacam que a poluição do carvão amplifica o problema da intermitência das renováveis, reduzindo o aproveitamento de painéis solares.

O mundo voltou a enfrentar o carvão como fonte de energia, mesmo em pleno século XXI. Dados apontam que a poluição associada a esse combustível atua como filtro para a luz solar, reduzindo a eficiência de painéis fotovoltaicos em várias regiões.

Um estudo publicado na revista Nature, realizado por pesquisadores da Universidade de Oxford e do University College London, mapeou mais de 140 mil sistemas solares globais com imagens de satélite. A análise correlacionou a presença de poluição com quedas na produção de energia.

Os resultados indicam uma perda média de 5,8% na geração de eletricidade solar, quando comparada ao potencial máximo dos sistemas. Os pesquisadores destacam que os números referem-se a dados de 2023, mas podem indicar tendência semelhante em anos recentes.

Impacto global e contexto

A pesquisa utiliza dados atmosféricos para quantificar o que chamam de “fazendas solares ofuscadas”, ou seja, instalações cuja produção é afetada pela poluição do ar. A constatação reforça a importância de políticas ambientais para minimizar emissões que, além de impactos diretos à saúde, também prejudicam a captação elétrica solar.

A equipe enfatiza que a intermitência das renováveis, aliada à poluição, pode ampliar a demanda por fontes trabalhadas com maior capacidade de disponibilidade, como nuclear ou gás, em certain contexts. O estudo não propõe soluções rápidas, mas sinaliza caminhos para reduzir perdas.

Autores ressaltam que o efeito pode variar por região, conforme padrões de poluição e disponibilidade de radiação solar. As conclusões destacam a necessidade de integração entre políticas climáticas e planejamento energético para manter a eficiência das usinas solares.

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